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No WhatsApp, filha de Maradona contesta trabalho de neurocirurgião do pai

Dalma Maradona publicou uma foto em que, bebê, brinca ao lado do pai, Diego Maradona - Reprodução/Instagram
Dalma Maradona publicou uma foto em que, bebê, brinca ao lado do pai, Diego Maradona Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

01/12/2020 12h00Atualizada em 01/12/2020 15h15

Em conversas no aplicativo WhatsApp, Dalma Maradona questionou o trabalho do neurocirurgião Leopoldo Luque, responsável pela operação na cabeça do ídolo argentino. As conversas estão sob investigação da justiça argentina e foram divulgadas pela América TV.

"Acabo de ser contatada por um dos responsáveis pela internação domiciliar, que papai vomitou (comeu camarão com alho e brócolis) e que não quer que uma ambulância vá examiná-lo", escreveu Dalma no dia 2 de novembro.

"Ele [o funcionário] me contou que falou com a Agustina [psiquiatra de Maradona] e ela disse que [interná-lo] era uma decisão de família! É por isso que escrevo. Acredito que existem coisas que nós, parentes, não podemos decidir. Que para isso seria um médico clínico ou pelo menos o médico que responde por ele", continuou ela, agora se referindo ao neurocirurgião.

Posteriormente, no dia 14 de novembro, ela reiterou sua contestação sobre o Luque e disse que o atendimento que Maradona precisava naquele momento não era a especialidade do médico. "Leopoldo é neurocirurgião e estamos falando sobre o trabalho que um clínico-geral [deveria fazer]".

Em seguida, as outras filhas de Maradona pedem sugestões sobre quem seria o melhor profissional para assumir os cuidados do pai no lugar de Leopoldo.

Na mesma conversa do dia 14, o psicólogo Carlos Díaz comentou o estado de saúde do ídolo naquele dia.

"Estou conversando com Maxi [cunhado de Matías Morla, advogado de Maradona]. Ele me disse que estão assistindo aos vídeos do Diego e que ele está muito bem. Diego só exige mais privacidade."

O ex-jogador morreu 11 dias após a mensagem de Díaz após sofrer uma parada cardiorrespiratória em casa. O advogado de Maradona fez acusações de negligência que levaram a polícia a investigar a morte.

A investigação

A polícia argentina abriu investigação para apurar se houve "negligência médica" na morte de Diego Maradona. De acordo com informações do jornal "Clarín", foram encontradas algumas contradições nos testemunhos das pessoas que estiveram com o ídolo argentino nas últimas horas de sua vida.

Segundo o jornal argentino, um enfermeiro chamado 'Ricardo' afirmou em depoimento à Justiça que o seu horário de trabalho se encerrava às 6h30 de quarta-feira (dia da morte) e que, antes de deixar o seu turno, garantiu que Diego Maradona apresentava sinais vitais, respirava e havia descansado a noite toda.

A partir das 6h30 da manhã de quarta-feira, Maradona estaria sob os cuidados de uma enfermeira, que também já prestou depoimento. Segundo a profissional de saúde, a última pessoa que havia visto Diego com vida havia sido seu sobrinho, Johny Espósito, às 23h de terça-feira (24).

Desta forma, a investigação apontou contradições nos depoimentos recolhidos e apura se Maradona ficou 12 horas sem a atenção de uma equipe médica.

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