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Fluminense temia lesão mais séria em Yago, mas pior cenário está descartado

Fluminense temeu por lesão mais séria de Yago; Tricolor descartou pior cenário - RICHARD DUCKER/ESTADÃO CONTEÚDO
Fluminense temeu por lesão mais séria de Yago; Tricolor descartou pior cenário Imagem: RICHARD DUCKER/ESTADÃO CONTEÚDO

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

24/11/2020 04h00

Classificação e Jogos

Quando o meia Yago deixou o jogo durante a vitória sobre o Internacional, no último domingo (22), pelo Brasileirão, o Fluminense temeu pelo pior. Além de ter perdido Dodi, que não joga mais pelo clube após não renovar o seu contrato, e estar sem Hudson, com Covid-19, o Tricolor acreditava que a lesão do camisa 20 era mais séria.

Testes médicos foram feitos ainda no Beira-Rio para ter noção da gravidade do problema que o meia acusava ao sentir muitas dores. Após o chamado "teste da gaveta", entretanto, o risco de uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) foi descartada.

Este tipo de lesão leva muito mais tempo de recuperação do que a possibilidade de contusão no ligamento colateral medial (LCM), o que foi constatado após exames. Contusões no joelho, entretanto, costumam causar muitos edemas nos exames de imagem, o que dificulta um diagnóstico mais próximo ao momento do trauma, e por isso, Yago será reavaliado no Rio de Janeiro.

Além disso, ainda que tenha se lesionado em um grau alto no local, a recuperação não necessita de cirurgia, já que o corpo reconstrói naturalmente o ligamento a partir do tratamento com fisioterapia, medicação e exercícios de fortalecimento, conforme especialistas.

A recuperação nesses casos pode demorar menos de um mês, sem danos estruturais. Já os ligamentos cruzados exigem pelo menos seis meses sem prática esportiva. Caso tivesse lesionado o LCA ou mesmo o ligamento cruzado posterior — o que seria ainda mais grave —, Yago estaria fora do Campeonato Brasileiro.

Por isso, apesar de constatar que o joelho do jogador estivesse mais "frouxo" que o de costume — o que ele mesmo sentiu ao não conseguir firmar a passada sem sentir dores quando tentou retornar ao jogo —, a sensação, internamente, foi de alívio. Não só pela saúde do meia — naturalmente o principal motivo —, mas também por não poder inscrever mais jogadores e lidar com dificuldades na posição.

Sem Dodi, Odair Hellmann quer fazer de Yago o foco do dinamismo de seu meio-campo, que precisará ser remodelado. Contra o Red Bull Bragantino, por exemplo, o treinador deve promover a entrada de André, adiantando um pouco Yuri. O jovem Martinelli corre por fora. Ele exercia função bem parecida no sub-20 e no sub-23 com a que Dodi atuava no Flu.

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