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Cano ataca de comentarista e analisa times brasileiros da Libertadores

Germán Cano comemora seu gol pelo Vasco em jogo contra o São Paulo, no Brasileirão - Marcello Zambrana/AGIF
Germán Cano comemora seu gol pelo Vasco em jogo contra o São Paulo, no Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/11/2020 11h26

Artilheiro do Vasco na temporada com 19 gols, o argentino Germán Cano fez as vezes de comentarista em uma entrevista à publicação de seu país Olé. Em uma avaliação sobre os brasileiros na Libertadores, o atacante disse que é muito difícil vencer os times do país se eles abrirem o placar.

"Cada equipe tem sua maneira de jogar, mas tem alguns denominadores comuns. Aqui, se fazem um gol, é quase impossível empatar ou virar a partida. Os times ficam atrás e você se dá mal. O jogo bonito acabou. Nos primeiros 15, 20 minutos, eles 'te comem' na pressão. Com sorte, você chega uma vez e faz um gol", avaliou.

Flamengo em outro nível, Inter em queda, Athletico 'móvel'

Cano ainda fez uma análise específica dos adversários de times argentinos nas oitavas de final - Flamengo, adversário do Racing; Inter, adversário do Boca Juniors; e Athletico Paranaense, adversário do River Plate.

O atacante entende, por exemplo, que o Flamengo atua em outro nível, apesar de não ter mantido o nível desde a saída de Jorge Jesus.

"O Flamengo é o campeão da América, mas está em um momento de transição, de muitas mudanças. O Jorge Jesus foi embora, e com o Domènec Torrent o time não conseguiu se firmar, ainda que continue ganhando. Não é um time tão sólido como no ano passado. Nós perdemos para eles por 2 a 1, mas o VAR anulou um gol incrível meu. Fizemos frente", disse.

"Depois de levarem 4 a 0 do Atlético Mineiro, contrataram Rogério Ceni. Ainda assim, jogam em outro nível, são de outra categoria. Gabigol ficou muito tempo com o tornozelo machucado e foi bem substituído pelo Pedro", complementou.

Sobre o Inter, Cano avaliou que a saída de Coudet impactou de forma negativa o time. Na opinião do atacante, o treinador argentino havia montado uma equipe muito 'vertical e dinâmica'.

"Perdemos de 2 a 0 para o Inter. Com o Chacho (Coudet) era um time muito vertical e dinâmico. Também gostavam de sair jogando de sua própria área. O Coudet ficava em cima, como um rádio, mandando o time para a frente o tempo todo. Depois de sua saída, chegou Abel Braga, que eu conheci nos primeiros meses de Vasco. Ele perdeu as quatro partidas", complementou.

Por fim, Cano classificou o Athletico como um time de muita mobilidade e elogiou os jogadores que atuam nos setores do meio-campo e ataque da equipe paranaense.

"Ganhamos do Athletico Paranaense por 1 a 0. Quando vieram ao Rio, sempre tentaram jogar, sair do campo de defesa. Jogam muito bem do meio para a frente. E têm muita mobilidade. Geram situações, são dinâmicos", finalizou.

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