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Huachipato (CHI) faz novas exigências e trava acordo com Santos por Soteldo

Soteldo comemora gol do Santos contra o Coritiba - GERALDO BUBNIAK/ESTADÃO CONTEÚDO
Soteldo comemora gol do Santos contra o Coritiba Imagem: GERALDO BUBNIAK/ESTADÃO CONTEÚDO

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

20/11/2020 12h59

O Conselho Deliberativo (CD) do Santos aprovou a negociação com Huachipato (CHI) pelo atacante Yeferson Soteldo, mas os chilenos fizeram novas exigências e o negócio travou. Para mudar qualquer parte do acordo previamente feito, o presidente em exercício Orlando Rollo precisa submeter a proposta novamente ao CD.

Isso ocorre por causa do Estatuto do clube, que obriga qualquer negociação de compra ou venda feita durante os últimos três meses de gestão a ser aprovada pelo Conselho Fiscal e também pelo plenário do Conselho Deliberativo.

"Chegamos a trocar minutas, mas clube chileno, por meio de seu advogado, fez novas exigências que não estão cobertas pelo que foi aprovado no Conselho. O mundo do futebol é dinâmico. Precisamos negociar novamente, tentamos um outro acordo. Teve avanço nos últimos dias, faltam questões burocráticas", disse Rollo.

O negócio com o Huachipato é complexo. O Santos acertou a compra de 50% dos direitos econômicos de Soteldo em janeiro de 2019 por 3,5 milhões de dólares divididos em duas parcelas, mas não acertou nenhuma delas. Os chilenos entraram com processo na Fifa e bloquearam o Peixe de realizar novas contratações — mesma atitude tomada pelo Hamburgo (ALE) e Atletico Nacional (COL).

Para retirar o processo na Fifa, o Huachipato aceitou receber de volta os 50% dos direitos econômicos do jogador, que está valorizado após o desempenho no Santos. Os chilenos também pagariam cerca de R$ 1 milhão diretamente para Soteldo, valor devido pelo Peixe ao atleta. O clube também abriria mão de 60 mil dólares que teria direito pelo fato do Santos não ter notificado o Huachipato sobre as propostas que chegaram pelo venezuelano.

Assim, Soteldo pertenceria novamente ao Huachipato e seguiria emprestado ao Santos até o momento em que os chilenos decidissem vendê-lo. O Peixe teria direito somente a 10% do valor que excedesse 8 milhões de dólares na venda do venezuelano, com limite máximo de 200 mil dólares ao clube santista.

O acordo com os chilenos ainda pode sair, mas mesmo que o Huachipato retire o processo na Fifa, o Peixe seguirá bloqueado de registrar novos jogadores por conta da dívida com o Atletico Nacional (COL) pela contratação de Felipe Aguilar.

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