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Após mês quase perfeito, queda no Brasileirão abre dúvidas no Fluminense

Nenê lamenta chance perdida contra o Palmeiras; Fluminense caiu de produção no Brasileirão - RICHARD CALLIS/ESTADÃO CONTEÚDO
Nenê lamenta chance perdida contra o Palmeiras; Fluminense caiu de produção no Brasileirão Imagem: RICHARD CALLIS/ESTADÃO CONTEÚDO

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/11/2020 04h00

Classificação e Jogos

O mês quase perfeito de outubro do Fluminense no Campeonato Brasileiro — passou o período invicto com quatro vitórias e três empates —ganhou um contraste em novembro, que já passa de sua metade. Depois de virar a folhinha do calendário invicto, o Tricolor teve uma queda de produção ao enfrentar e ser derrotado por dois adversários diretos na parte de cima da tabela, o que abriu dúvidas no time de Odair Hellmann.

A estratégia do treinador de dar oportunidade e manter os jogadores que vão bem na ausência dos titulares se mostrou acertada em grande parte da competição. Se o elenco não é dos mais fortes e segue como o mais barato dentre os times que brigam por uma vaga na Libertadores por meio do Brasileirão, o treinador conseguiu encontrar "soluções", mesmo que temporárias, para os desfalques no campeonato.

Como já era de se esperar, a maratona iniciada com o retorno do futebol brasileiro durante a pandemia do novo coronavírus cobrou a conta durante a competição. Sem nenhuma restrição ao calendário e reduzindo as janelas de descanso entre os jogos, muitas lesões e casos da doença ocorrem ao longo das rodadas.

Já no returno do Brasileiro, o Flu conseguiu bons resultados para se afastar de mais um ano lutando contra o rebaixamento, e a pontuação credencia o Tricolor a alçar voos mais altos. Mas vem acumulando atuações abaixo do que já teve, mesmo nas vitórias, o que causa preocupação. Principalmente para criar novas alternativas de jogo e ser mais agressivo em seu jogo de construção, Fluminense e Odair Hellmann — que viu boa atuação na derrota para o Palmeiras — precisarão correr mais riscos para voltar a brigar pelo G-4.

"A partida contra o Grêmio concordo, realmente, em termos de padrão, fizemos um jogo bem abaixo em todos os aspectos. Não concordo em relação ao jogo de hoje [diante do Alviverde paulista]. Na minha opinião, retomamos coisas importantes que nos deram vitória e pontuação no primeiro turno. Temos que voltar a ser efetivos e agregar pontos", declarou no último sábado (14).

Dúvidas na lateral, meio e ataque

Da defesa ao ataque, entretanto, as incertezas se somam. Jovens que haviam agradado, como Calegari e Luiz Henrique, voltaram ao banco de reservas sem que os titulares em suas posições estejam com performance melhor no longo prazo. Igor Julião e Wellington Silva até começaram bem nas chances que tiveram, mas não justificam a titularidade com as últimas atuações.

Além da dupla, outro jogador pede passagem: o meia Yago, que funciona como um 12º jogador de Hellmann em toda a temporada. Atuando em todas as posições do meio de campo e até aberto na ponta, o versátil jogador de 25 anos vinha de duas grandes atuações até sentir lesão muscular. Quando voltou, testou positivo para Covid-19.

Hoje (18), o camisa 20 volta a treinar com o grupo, e coloca uma pulga atrás da orelha do técnico, que vê Michel Araújo, um dos destaques do time na sequência invicta de oito jogos, cair de rendimento. Contra o Palmeiras, é bem verdade, atuou "torto" na esquerda. Apesar de canhoto, o atacante de 24 anos prefere atuar no lado direito. A estratégia deu errado, mas o uruguaio já vem em queda há alguns jogos.

"Quanto à mudança ou não, fica a critério da semana de trabalho, dos jogos. Vamos sempre tentar buscar a melhor equipe e repetir o primeiro turno. A avaliação é de cada semana para estabelecer uma equipe forte e o melhor padrão possível", disse Odair.

No ataque, o Fluminense ainda não sabe se terá Fred para enfrentar o Internacional, domingo (22), agora comandado pelo velho conhecido Abel Braga, após a saída de Eduardo Coudet — o argentino aceitou oferta do Celta de Vigo. Sem seu camisa 9, Odair deve seguir dando chance a Felippe Cardoso, ainda que Lucca, contratado para atuar também centralizado, corra por fora junto a Marcos Paulo, que já atuou como centroavante na base e com o próprio treinador.

"A gente tem uma ideia central dentro da nossa organização e liberdade de movimentação. Isso criou frutos de infiltração, chances... O que pensamos em relação a essa movimentação está acontecendo, eles têm liberdade para fazer a troca de função. É transformar tudo isso em efetividade de gol", destacou o técnico.

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