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Pilares de Sampaoli caem de produção e acentuam má fase do Atlético-MG

Sampaoli pode fazer mudanças no time titular do Galo para o jogo com o Flamengo - Pedro Souza/Atlético-MG
Sampaoli pode fazer mudanças no time titular do Galo para o jogo com o Flamengo Imagem: Pedro Souza/Atlético-MG

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

06/11/2020 04h00

O segundo turno do Campeonato Brasileiro começa neste fim de semana e o técnico Jorge Sampaoli trabalha para recolocar o Atlético-MG nos trilhos. Sem vencer há quatro jogos e com um desempenho bem abaixo daquele que levou o time ao primeiro lugar por sete rodadas, entre setembro e outubro, o Galo terá a chamada 'partida de seis pontos', domingo (8), contra o Flamengo, às 18h15, no Mineirão.

Terceiro colocado com 32 pontos, o Alvinegro recebe em seus domínios o time Rubro-Negro, vice-líder com 35 pontos. Uma vitória iguala a pontuação dos adversários na 20ª rodada. Mas, caso perca, o Atlético-MG deixará os cariocas abrirem seis pontos de diferença na classificação.

Para derrotar o time carioca, Sampaoli precisará recuperar o futebol de alguns dos pilares do seu time. O setor defensivo, que nas últimas partidas sofreu sete gols em quatro jogos, e a meia-ofensiva, que perdeu poder fogo com a falta de gols.

Pilares em crise

Desde que voltou da seleção paraguaia, o zagueiro Junior Alonso não sabe o que é vencer no Galo. Foram três jogos com a equipe após servir o seu país nas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa do Mundo do Qatar-2022: derrota para o Bahia, empate com o Sport e o revés contra o Palmeiras.

Mesma situação do meia equatoriano Alan Franco e do atacante Savarino, duas peças que ajudaram muito o time com a rápida transição ofensiva, pressão na defesa adversária e no jogo posicional cobrado por Sampaoli.

Esses jogadores se destacaram coletiva e individualmente antes de desfalcarem o time por três jogos — Fortaleza, Goiás e Fluminense. Mas não só eles tiveram queda acentuada. O lateral Guga, uma válvula motriz da velocidade pelo corredor direito, também perdeu ímpeto. Tanto que é um dos mais contestados pela torcida, pelas falhas cruciais cometidas contra Bahia e Palmeiras.

"A gente começou o campeonato de uma forma fantástica. Sabíamos que poderia ter uma queda de rendimento por ser um campeonato longo, como é o Brasileiro. Não é por jogador A, B ou C, é geral. O nosso treinador cobra da gente o coletivo e não o individual. Essa oscilação, sabíamos que iria acontecer. Temos que ter consciência que precisamos evoluir porque o campeonato te pede isso. Se você não tem esse discernimento, fica pelo caminho. Temos que dar continuidade com o que construímos na chegada do nosso treinador, colocar o trem nos trilhos e reencontrar o caminho das vitórias", disse o capitão e zagueiro Réver.

Além de todos citados, o meia Nathan, e os atacantes Eduardo Sasha e Keno também caíram de produção. O último gol de Keno foi anotado na 15ª rodada, na vitória por 3 a 0 sobre o Goiás. Fora do jogo contra o Palmeiras por suspensão automática pelo terceiro amarelo, o atacante quer acabar com o jejum de gols.

"A gente se cobra muito, os atacantes, a gente sabe que tem que fazer gol. Eu me cobro muito, o Sacha se cobra muito, o Savarino, o Marrony... A gente treina muito, mas na hora do jogo acontece de a gente chegar ali e errar. Errar é humano, mas a gente tem que concentrar mais. O objetivo é de concentrar mais, porque a chance vai aparecer e a gente poder fazer o gol", analisou.

Já Sasha não balança as redes desde a 14ª rodada, e chegará contra o Flamengo com jejum de mais de um mês sem comemorar um gol.

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