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Caso de Maradona não é raro e pode deixar sequelas, diz neurocirurgião

Maradona será operado na noite de hoje em um hospital próximo a Buenos Aires - Marcos Brindicci/Getty Images
Maradona será operado na noite de hoje em um hospital próximo a Buenos Aires Imagem: Marcos Brindicci/Getty Images

Denise Bonfim

Do UOL, em São Paulo

03/11/2020 21h05

O ídolo argentino Diego Maradona passará por uma cirurgia ainda hoje, para tratar um hematoma subdural, uma hemorragia que causou um coágulo no cérebro. Segundo o neurocirurgião Paulo Honda, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), o quadro é bastante comum em pessoas acima dos 60 anos, e pode ser causado por qualquer pancada na cabeça, mesmo que leve.

"Imagine que você está andando, olhando para o celular, e bata a cabeça. O seu cérebro é projetado para frente e para trás, dentro da caixa craniana, o que pode causar um rompimento de veias", explica do dr. Honda. "O sangramento é lento, e vai se acumulando no espaço até o momento que cause um sintoma, como uma dor de cabeça", completa. "Em pessoas de mais idade, esse trauma pode ter consequências".

Os hematomas são divididos em duas classes - crônicos e agudos. Para o primeiro, a cirurgia envolve apenas a drenagem do coágulo. Já para o segundo, mais grave, o procedimento é mais complexo, e inspira mais cuidados. Até o momento, a equipe médica que cuida do ex-jogador não divulgou mais detalhes sobre o estado de saúde.

Mais cedo, em conversa com jornalistas na porta da clínica em que Maradona está internado, o médico Leopoldo Luque afirmou que ele estava "lúcido" e de acordo com a cirurgia, além de não lembrar o que causou o hematoma. Maradona seria encaminhado para a Clínica Olivos, hospital na grande Buenos Aires, para a realização da operação.

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