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Bolsonaro diz que pedirá reunião e tentará sensibilizar Putin por Robson

Do UOL, em São Paulo

29/10/2020 22h59

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que vai apelar ao presidente russo Vladimir Putin para tentar a libertação do brasileiro Robson Oliveira, preso em março de 2019 após entrar no país com medicamento considerado proibido.

"Então, a gente apela para o Vladmir Putin, se for o caso, converso com ele, vamos tentar sensibilizá-lo, acho que vai nos atender, porque ele entrou de boa-fé, uma coisa que é vendida aqui no Brasil. Mandamos uma carta endereçada ao senhor Vladmir Putin tratando desse assunto", disse Bolsonaro.

Robson foi contratado como motorista da família de Fernando, ex-Grêmio e hoje no Beijing Guoan, da China. Robson foi preso ao desembarcar na Rússia portando Mytedom 10mg (cloridrato de metadona). Ele alega que o medicamento, utilizado para conter dores fortes e legalizado no Brasil, era para o sogro de Fernando que jogava no Spartak Moscou.

Bolsonaro afirmou que pretende usar uma reunião dos Brics para falar com Putin sobre o caso Robson. "Você não está pedindo por nenhum traficante, nenhuma pessoa que entrou com droga dentro da Rússia. Jamais alguém preso nessa circunstância, eu ia pedir a liberação dele, ele que se vire. Mas no caso do Robson, tenho certeza que não temos ninguém, somos unanimes para liberá-lo. Temos uma reunião dos Brics, vou pedir uma audiência reservada com o senhor Vladmir Putin, tenho certeza que ele vai nos atender porque isso é uma questão humanitária".

"Nós estamos tentando através do Ernesto Araujo, nosso chefe do Itamaraty, a liberação dele. Foi uma pessoa para Rússia agora tratar de outros assuntos, uma secretária nossa, foi também um senador, o Nelson Trad (PSD) começar tratativas, já há precedente de liberação nesses casos para a gente ver se libera nosso prezado Robson, que está detido há mais de um ano na Rússia por entrar com um medicamento, que para nós é medicamento, mas lá é tido como droga", afirmou o presidente.

No início do mês, Fernando divulgou nas redes sociais que havia conversado com o presidente Bolsonaro sobre a situação de Robson. "O presidente reforçou que se trata de uma questão diplomática muito complicada, mas que vai tentar ajudar da melhor forma possível", escreveu.

Ele se defendeu das críticas, dizendo que seu lado da história foi distorcido. "É mentira quando dizem que eu não estou fazendo nada para ajudar o Robson. Desde o começo do processo, eu arco com os custos do advogado dele na Rússia e ainda pago para que o advogado brasileiro possa viajar ao país, mesmo não podendo exercer sua função na esfera internacional. Além disso, mandamos dinheiro para o Robson na prisão para que ele compre itens necessários no seu dia a dia".

"Realmente, a gente imagina que uma pessoa está sofrendo por uma coisa que fez de boa-fé, jamais poderia imaginar que aquele medicamento que estava levando para uma pessoa lá, que era o sogro do jogador Fernando, que agora está na China. Conversei com o Fernando, ele se não me engano é gaúcho, ele estava triste, com razão, primeiro porque essa pessoa que trabalhava com ele tá detida lá, outra os comentários maldosos que existiam no Brasil, como se ele fosse insensível a essa prisão. Ele fez o possível também, prestou depoimento, foi tudo esclarecido da parte dele, mas a justiça russa não entendeu dessa maneira. A pena para esse tipo de crime lá é bastante severa, na casa dos 20 anos de detenção", completou Bolsonaro na transmissão de hoje.

Uma campanha em favor do motorista mobilizou as redes sociais, envolvendo anônimos, personalidades e jogadores, como Richarlison, do Éverton e da seleção brasileira.

Robson responderá por tentativa de tráfico e contrabando, com pena mínima de 15 anos.

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