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A história de humildade e raízes por trás da tatuagem de Marcus Rashford

Rashford comemora gol contra o Manchester United - Lindsey Parnaby/AFP
Rashford comemora gol contra o Manchester United Imagem: Lindsey Parnaby/AFP

Do UOL, em São Paulo

29/10/2020 16h11

Além de brilhar em campo pelo Manchester United, o atacante inglês Marcus Rashford comanda uma iniciativa para alimentar crianças carentes, na Inglaterra, durante a pandemia do novo coronavírus. A consciência social do craque tem uma razão: sua origem simples, focada na realização do sonho do futebol, registrada na pele dele em uma tatuagem especial.

O desenho mostra um menino que brinca com uma bola sob uma árvore cerejeira. Atrás dele, um desenho da casa onde Rashford cresceu, no bairro de Wythenshawe, em Manchester.

A casa pertence até hoje à mãe do atacante, que a alugou para a gerente de RH Kate Jenner, de 31 anos, e mulher dela, Lizzie, de 30. "Nós costumávamos ouvir dos taxistas que nos deixavam aqui: 'Vocês moram na velha casa do Marcus Rashford'", ela comenta, em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Pedaço da infância: Tatuagem de Marcus Rashford remete aos anos em que futebol era sonho - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Pedaço da infância: Tatuagem de Marcus Rashford remete aos anos em que futebol era sonho
Imagem: Reprodução/Twitter

A vizinhança não mudou tanto, como prova a presença de Jan Garvey, do executivo Anson Stephe, de 45 anos, que ainda se lembra de presenciar o jovem atacante do United chutando uma bola pelos gramados da região. "Ele era muito dedicado. Sempre tinha uma bola aos pés, de noite, de manhã. Ele era muito focado no futebol", lembra.

Na metade do ano, Rashford conseguiu forçar o governo britânico a permitir o acesso de 1.4 milhão de crianças inglesas a vouchers de almoço gratuito nas escolas, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, durante o verão. Na última semana, entretando, a bancada conservadora do parlamento negou pedido de extensão da medida até 2021.

"Marcus viveu dificuldades, então ele entende os tipos de desafios que outras crianças têm e está tentando fazer algo que vá realmente beneficiá-los", avalia Anson. "As pessoas aqui têm muito orgulho dele".

Até para quem só se mudou para o bairro depois da saída do atacante, a ocasional visita dele é animadora. É o caso da aposentada Jan Garvey, de 68 anos, que guarda com carinho uma foto ao lado de Rashford, sob a mesma cerejeira que o jogador tem tatuada na pele. "Ele é um rapaz amável", elogia.

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