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Coudet pede, Inter breca contratações e lesão não deve mudar cenário

Eduardo Coudet gostaria de receber reforços no elenco do Internacional - Thiago Ribeiro/AGIF
Eduardo Coudet gostaria de receber reforços no elenco do Internacional Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

27/10/2020 04h00

Eduardo Coudet gostaria de ter à disposição mais jogadores no Internacional. Ainda que sustente a campanha de líder do Brasileirão, o treinador argentino voltou a dizer que, para manter o nível devido ao com acúmulo de competições, precisa de mais peças. Porém, a direção vermelha adiantou que não tem perspectiva de investimento. O cenário só poderá ser alterado pela lesão de Boschilia, mas a chance é pequena.

Coudet já havia dito que sua equipe não tem condições de brigar pelo título em duas competições, menos ainda em três. E o calendário apresenta Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil pela frente. Jogos em sequência, com cunho decisivo e desgastantes.

Após o empate com Flamengo por 2 a 2, no último domingo (25), Coudet voltou a tratar do tema e explicou que espera algum movimento na próxima janela de contratações.

"A realidade indica que não estamos prontos para três competições. Não é possível sustentar. O ideal seria falarmos em trazer três ou quatro jogadores na próxima janela e ser competitivo até o final. Mas é algo que não podemos fazer. Vamos ver se até fechar a janela podemos trazer alguns jogadores de características similares aos que temos e como queremos jogar", disse o treinador.

Para Coudet, a falta de opções para alternar titulares força mudança na característica do time. Assim, a equipe não consegue sustentar as mesmas ideias de jogo em todos os compromissos.

"Muitas vezes temos que trocar jogadores e mudamos a característica do time porque é o que temos. Não temos jogadores para manter", explicou.

A direção, porém, não deu esperanças ao treinador. Pouco depois da manifestação do técnico, o diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano, foi claro ao tratar da situação financeira do Colorado e da perspectiva de investimento.

"O Inter não tem condições de contratar. Tem que fazer um esforço imenso para entregar o ano com tudo pago aos colaboradores e funcionários. Não sei se a direção vai conseguir. O fato de 2020 é inusitado. A maior parte da receita de televisão é paga no final da competição, só que o ano termina em dezembro, e a temporada em fevereiro. Tem 13º, férias, colaboradores. Imaginem falarmos em contratações neste momento... Estamos fazendo um esforço absurdo para manter o que temos e seguir em frente. E isso não diminui o Inter em nada. Estamos provando no campo", disse o dirigente.

Outro fator que breca investidas mais fortes é a eleição presidencial. Um plano de gasto a longo prazo, por exemplo, poderia comprometer a gestão seguinte, que assumirá o clube em dezembro. O atual presidente, Marcelo Medeiros, tem seu mandato encerrando no fim de 2020.

"Estamos numa situação particular, temos eleição no fim do ano e os movimentos do clube são complicados. Vivemos um momento de incerteza em algumas coisas e não é fácil falar algo agora. Precisaríamos ampliar o grupo para sermos mais fortes, e hoje isso não é uma realidade", resumiu Coudet.

Lesão de Boschilia pode mudar cenário

Sempre que explicou as dificuldades para reforçar o elenco, a direção do Inter salientou que o cenário poderia ser alterado com alguma situação excepcional. A lesão de Paolo Guerrero era citada como ocasião em que o planejamento precisou ser modificado por um infortúnio. E foi exatamente o que aconteceu ontem (26).

Boschilia sofreu uma ruptura de ligamentos do joelho durante o treinamento, não atuará mais nesta temporada e a lacuna aberta no elenco poderá ser completa com a chegada de outro meia. Desde que isso respeite a condição financeira do clube.

O Colorado entra em campo novamente amanhã (28). O duelo com o Atlético-GO abre a disputa por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

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