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Célio Lúcio diz que Cruzeiro deixa boa impressão para Felipão após empate

Célio Lúcio foi o técnico interino no empate do Cruzeiro com o Juventude - Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Célio Lúcio foi o técnico interino no empate do Cruzeiro com o Juventude Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

17/10/2020 00h41

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O Cruzeiro até teve melhora considerável contra o Juventude, principalmente no segundo tempo, mas mesmo assim não saiu do empate em 0 a 0 com o time de Caxias do Sul, ontem, no Mineirão, pela 16ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Mesmo com o empate, Célio Lúcio, ex-jogador do Cruzeiro na década de 1990 e técnico interino na partida, disse que o desempenho da equipe deixa boa impressão para Luiz Felipe Scolari. É que Felipão, mesmo contratado e anunciado como novo treinador da Raposa, só dirigirá o time no próximo jogo, contra o Operário, em Ponta Grossa, no Paraná.

"Deixamos uma impressão boa. A equipe evoluiu, se posicionou bem em campo. A estratégia que pretendíamos contra o Juventude, funcionou, principalmente nos espaços que tínhamos para jogar e explorar o Juventude, a gente conseguiu fazer isso. Falto o detalhe final, o gol. A impressão é muito boa. A nossa luta é muito grande, temos que ter fé, acreditar no trabalho, ter confiança. Houve sim uma evolução", disse o técnico interino.

Célio Lúcio também falou sobre o desempenho do Cruzeiro, que até poderia ter saído com a vitória, mas faltou qualidade na finalização.

"Dentro da ideia de jogo que a gente trabalhou durante os quatro dias em Atibaia, fiquei muito feliz com a equipe, que evoluiu, principalmente na parte psicológica. Equipe mais confiante, com sabedoria de posicionamento daquilo que pretendíamos no jogo. Faltou, infelizmente, concluir a gol. Criamos várias chances, o goleiro adversário fez três, quatro defesas maravilhosas. Faltou só o gol para premiar aquilo que a gente fez lá em Atibaia e colocou em prática aqui no Mineirão", analisou.

O comandante da equipe no compromisso com o Juventude ressaltou o trabalho feito durante os treinamentos, e citou os "milagres operados" pelo goleiro do adversário, que fechou o gol e impediu a vitória da Raposa.

"É incrível, porque a gente está trabalhando muito. Nos trabalhos de finalização, principalmente, a gente ficou feliz em Atibaia, porque o aproveitamento foi muito grande. Mas o treinamento é diferente do jogo, há uma pressão psicológica. A gente não pode parar, tem que insistir, a vida da gente é trabalho. Às vezes a situação não está acontecendo, mas temos que continuar batendo, continuar os treinamentos, o aperfeiçoamento, para que as bolas comecem a entrar no gol. A gente criou de 12 a 15 chances, com quatro a cinco milagres do goleiro adversário (...) Faltou o detalhe da finalização. Não é por falta de trabalho, temos que dar confiança aos atletas pelo trabalho, para começar a chegar no jogo e finalizar com gol para conseguir as vitórias", ressaltou, dizendo que será preciso pegar firme com os trabalhos de finalização para o próximo compromisso.

"Precisamos valorizar o trabalho de finalização. As oportunidades que estamos tendo, não estamos concluindo bem a gol. Detalhe importante, tirando o pênalti a equipe do Juventude não teve quase oportunidade nenhuma. (...) Faltou o detalhezinho, pequenas situações. Não gosto de falar de sorte, é competência e trabalho, tem que ter competência para fazer o gol. Não podemos desanimar, é lutar contra tudo e contra todos para conseguir vitórias, que isso é importante no momento", falou.

A próxima partida do Cruzeiro é contra o Operário, na terça-feira (21), às 21h30, em Ponta Grossa, no Paraná.

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