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Tropeço do Atlético-MG permite chegada de rivais e escancara problemas

Atlético-MG lutou pelo resultado contra o Flu, mas ficou só no empate, mesmo jogando no Mineirão - Marcelo Alvarenga/Foto FC/UOL
Atlético-MG lutou pelo resultado contra o Flu, mas ficou só no empate, mesmo jogando no Mineirão Imagem: Marcelo Alvarenga/Foto FC/UOL

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

15/10/2020 04h00

Classificação e Jogos

O Atlético-MG perdeu seus 100% de aproveitamento jogando em casa no Campeonato Brasileiro ao empatar, ontem (14), em 1 a 1 com o Fluminense, pela 16ª rodada. Apesar de o resultado não ser aquele que os jogadores, o técnico Jorge Sampaoli e o torcedor esperavam, o primeiro empate alvinegro na competição foi suficiente para manter o Galo na ponta da tabela do torneio nacional.

No entanto, se há algumas rodadas a equipe tinha "boa gordura" de pontos e distância considerável dos adversários mais diretos na briga pela primeira colocação, hoje a realidade é outra.

Ao somar apenas um ponto no Mineirão diante do Flu, o Galo permitiu a aproximação de quem já estava na cola. O Internacional, que venceu o Sport por 5 a 3, igualou no número de pontos (31), mas tem um jogo a mais. O Flamengo, que está em terceiro, tem 30 pontos, seguido do São Paulo, que fecha o G-4, com 26. O Rubro-Negro, no entanto, enfrenta hoje o vice-lanterna Red Bull Bragantino, no Maracanã.

Jorge Sampaoli disse após o jogo que o seu time teve dois tempos distintos contra o Tricolor do Rio de Janeiro. Na primeira etapa, dentro da visão do próprio treinador argentino, o Atlético-MG foi passivo. Entretanto, no segundo tempo o time teve desempenho "incrível" no entendimento do comandante.

"Temos que saber lidar com o domínio que geramos quando nos colocamos no campo rival. Foi o que aconteceu no segundo tempo, que ressalto muito, porque para mim foi incrível. Temos que seguir por esse caminho", disse.

Problemas escancarados

Mesmo com melhora tão considerável apontada por Sampaoli, destoou mesmo a atuação da etapa inicial, que proporcionou, inclusive, abertura para que os adversários pudessem evidenciar problemas latentes do time de Belo Horizonte.

Com o posicionamento atrás da linha da bola e compactação forte na defesa quando o Galo tinha a posse, o Fluminense parou um dos mais fortes ataques do Brasileirão por 45 minutos. Odair Hellmann conseguiu anular as principais armas do Atlético-MG, que, como o próprio Sampaoli reconheceu, teve dificuldade para ultrapassar o "ferrolho Tricolor".

"Primeiro tempo favorável a uma equipe que veio fazer o jogo que pensamos, que era de contra-ataque, roubar rápido e sair rápido para o ataque. Não conseguimos conectar o ataque (...) No segundo tempo, foi evidente o domínio, contra um time que tinha os 11 jogadores quase na sua área. Era muito difícil gerar chances, mas a equipe buscou por todos os lados. Pela direita, pelo centro, pela esquerda", analisou o treinador alvinegro.

Esse problema já havia sido detectado contra o Fortaleza, na derrota atleticana na Arena Castelão, na 14ª rodada.

E nem mesmo com o domínio, traduzido nos números (mais de 60% de posse de bola) contra o Fluminense, o Atlético conseguiu chegar ao segundo gol. Muito, também, pela atuação destacada do goleiro Muriel, que fez pelo menos três defesas cruciais que evitaram a possível vitória dos donos da casa.

Acostumado a empilhar finalizações, na 16ª rodada, o Atlético-MG chutou só 13 vezes à meta adversária, sendo que oito destas tentativas foram no gol carioca, e apenas uma bola entrou.

Reforços

Perguntado em coletiva se o Galo precisava de reforços para a parte ofensiva, Sampaoli, surpreendentemente, preferiu valorizar os atletas que fazem parte do seu elenco.

"Você pode ganhar, perder, mas a intenção do segundo tempo que me põe feliz. O resultado me parece justo, pela situação da equipe e pela situação do rival. Hoje, me toca sair trabalhando com esses jogadores, mas se vier algum que possa ajudar, muito melhor", comentou.

O Galo está perto de receber o meia argentino Matías Zaracho, que virá do Racing-ARG. Ao confirmar a negociação, a transação será a mais cara da história do clube.

Sampaoli também está perto de contar com os retornos do zagueiro paraguaio Junior Alonso, do meia equatoriano Alan Franco e do atacante Savarino para o jogo contra o Bahia, na próxima segunda-feira (19), em Salvador. Os três estavam a serviço de suas seleções em jogos válidos pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo do Qatar, em 2022.

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