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Ida a Atibaia perde grande propósito, e Cruzeiro segue com bastidor agitado

Cruzeiro foi para Atibaia em busca de paz, mas resultado em campo só aumentou o caos fora dele - Divulgação/Bourbon Hotel
Cruzeiro foi para Atibaia em busca de paz, mas resultado em campo só aumentou o caos fora dele Imagem: Divulgação/Bourbon Hotel

Do UOL, em Belo Horizonte

13/10/2020 04h00

Na semana passada, o Cruzeiro anunciou que faria uma uma semana de treinamentos em Atibaia. Um dos motivos para realizar a mini intertemporada era dar um pouco mais de paz aos jogadores, comissão técnica e diretoria para trabalhar e se preparar antes de entrar em campo na Série B.

Hoje, faltando dois dias para o retorno, pode-se dizer que nada disso foi alcançado. Em campo, os resultados não vieram. Fora dele, a turbulência é ainda maior com a procura de um novo técnico.

Poucos dias se passaram desde o embarque celeste (sábado, dia 10) até hoje, mas as mudanças já foram significativas e para pior. No domingo, o Cruzeiro não passou de um 0 a 0 com o lanterna Oeste, pelo Brasileiro da Série B.

Pior que a falta da vitória foi a maneira como o time se comportou em campo, jogando mal e muito passivo diante do adversário modesto. Após o jogo, a situação de Ney Franco ficou insustentável, e o técnico acabou demitido.

Minutos depois da última partida, o presidente Sérgio Santos Rodrigues informou que a intenção da diretoria era contar com um novo treinador já no início da semana para treinar a equipe em Atibaia e, quem sabe, estar na beira do campo nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, contra o Juventude. Como o quarto técnico do ano ainda não foi anunciado, o auxiliar fixo da comissão técnica, Célio Lúcio, será o responsável por comandar os treinamentos.

A primeira opção do Cruzeiro para o comando técnico era Lisca, que faz um elogiável trabalho no América-MG. O nome de Luiz Felipe Scolari também chegou a ser ventilado no clube, mas nenhuma das duas possibilidades avançou até o momento. Certo é que o novo técnico terá pouco tempo para mostrar trabalho, mesmo que apenas em termos de resultados em um primeiro momento.

Com 12 pontos e na penúltima colocação, o Cruzeiro precisa primeiro sair e se distanciar da zona de rebaixamento para só então começar a sonhar com uma volta à elite do futebol brasileiro. No momento, o time tem 1,1% de chances de terminar o campeonato entre os quatro promovidos, de acordo com o departamento de matemática da UFMG.

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