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Coelho defende atletas, mas Corinthians 'sem pegada' contraria discurso

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

01/10/2020 04h00

Após o empate sem gols com o Atlético-GO na quarta-feira, que manteve o Corinthians em uma posição incômoda na classificação do Campeonato Brasileiro, o técnico Dyego Coelho saiu mais uma vez em defesa dos jogadores em entrevista coletiva. O treinador disse que, apesar da falta de resultados, não "falta raça, bunda no chão e luta" dos atletas em campo.

No entanto, o entendimento do treinador sobre o elenco destoa da postura da equipe em campo. O time de 2020 não tem "pegada" e não demonstra a "cara do Corinthians" durante os jogos. Nas redes sociais, os torcedores ficaram irritados com o discurso de Coelho após o jogo.

Uma coisa falamos muito lá dentro é que precisamos sempre estar lutando, guerreando com o adversário, colocando a bunda no chão realmente, isso não está faltando e vamos procurar sempre fazer mais. Quando as coisas não estão boas taticamente, tecnicamente, jogamos com raça, determinação e vontade

Além disso, o técnico interino insiste no discurso que precisa recuperar a confiança dos atletas para o Corinthians saia da crise. O treinador utilizou essa mesma justificativa após os quatro jogos em que comandou o Timão após a queda de Tiago Nunes: Fluminense (derrota), Bahia (vitória), Sport (derrota) e Atlético-GO (empate).

A falta de brio do time é evidente e expõe que o problema não se resume taticamente. Contra o Atlético-GO, o torcedor viu até o meia Otero "sem pegada" em campo. O venezuelano que chegou cheio de vontade andou em campo diversas vezes, inclusive, até quando se dirigia para bater escanteios.

Os experientes Jô e Luan seguiram a mesma linha e, aliás, foram substituídos no segundo tempo. O Corinthians até melhorou com as entradas de Boselli e Cazares em seus lugares em campo. Os gringos fizeram em pouco minutos muito mais que os camisas 7 e 77.

Cantillo, que ganhou a posição de titular de volta, também esteve apagado e foi substituído. Coelho sacou o jovem Xavier, titular nos últimos jogos, para escalar o colombiano, mas a aposta não deu certo. O treinador reconheceu após o jogo.

"A intenção nossa era fazer com que o Cantillo nos desse posse de bola ao time, mas não funcionou bem no primeiro tempo. Depois das trocas funcionaram, colocamos todos para fazer a mesma função durante os treinos", explicou.

Natel e Roni se salvam entre aspas

natel - Ettore Chiereguini/AGIF - Ettore Chiereguini/AGIF
Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF

Ao lado de Cássio, que voltou a salvar o time, o atacante Léo Natel e o volante Roni, fizeram valer o discurso de Coelho sobre raça e luta dentro de campo. O primeiro foi eleito até pela TV Globo como o melhor jogador da partida.

Ele correu bastante, ajudou na marcação e arriscou alguns chutes, a maioria de fora da área. Apesar disso, faltou qualidade técnica em jogadas individuais (um contra um) e nas finalizações.

Roni, por sua vez, correu bastante no meio-campo e "encarnou" o estilo corintiano. Aliás, ele sempre fez isso nas categorias de base. No entanto, o "prata da casa" correu errado, termo utilizado no futebol, e foi substituído no intervalo. Vale lembrar que ele estava pendurado no jogo, mas o motivo da substituição não foi o cartão amarelo, segundo apurou o UOL Esporte.

Agora o Corinthians volta a campo no próximo sábado, quando enfrenta o Red Bull Bragantino, às 21h (de Brasília), em Bragança Paulista, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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