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Nenê defende dupla com Ganso de críticos no Flu: 'Torcedores de internet'

Nenê brincou sobre fase artilheira e projetou dupla com Ganso no Fluminense - Lucas Merçon/Fluminense FC
Nenê brincou sobre fase artilheira e projetou dupla com Ganso no Fluminense Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

22/09/2020 13h51

Classificação e Jogos

Destaque do Fluminense em 2020, Nenê saiu em defesa da ideia de atuar com Paulo Henrique Ganso na equipe. Artilheiro do Brasil na temporada com 17 gols, o meia de 39 anos contestou os críticos da possível dupla no time de Odair Hellmann.

"Não entendo. O verdadeiro torcedor do Fluminense não faz isso. É uma coisa muito mais de torcedores que não enxergam o dia a dia, não vão aos estádios, é mais coisa de torcedor de internet. Até porque, se os dois estiverem bem, quem ganha é o Fluminense, e isso que é o importante. Com certeza, com os dois bem, dá para jogar junto e continuar competitivo", opinou.

Experiente, o jogador destacou as diferenças nos estilos dos dois e a qualidade do camisa 10, demonstrada, para ele, na derrota para o Sport no domingo pelo Campeonato Brasileiro.

"É normal, porque somos "meias esquerdas". Mas ele tem uma característica de buscar muito a bola, vimos isso no último jogo, tem muita qualidade de passe, cria o jogo mais de trás, já eu prefiro ficar mais perto do gol para dar o último passe ou finalizar. Acho que é mais essa diferença. Já foi falado várias vezes, mas depende muito do jogo, do que ele pede, como se apresenta, mas pode acontecer sim de jogar junto".

Nenê abraça Ganso; artilheiro do Fluminense defendeu dupla com o camisa 10 - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Nenê abraça Ganso; artilheiro do Fluminense defendeu dupla com o camisa 10
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Nenê também crê que os últimos resultados no Brasileirão, que não foram bons — o Flu tem apenas uma vitória nas últimas seis partidas —, tiveram como raiz a falta de atenção.

"Tem que tomar lição dos erros que cometemos e olhar para a frente. Não vamos mudar o que passou, mas precisamos aprender. Foi muito mais desatenção nossa. Dá para a gente melhorar. A gente precisa manter uma dinâmica positiva, de bons jogos e principalmente de vitórias".

O meia também admitiu que o ataque vive dificuldades após a venda de Evanílson ao Porto, e que será necessário tempo para moldar as opções disponíveis ao estilo de jogo da equipe.

"Isso é com o Odair (risos). Pepino é dele. Não digo que não temos esse jogador. Digo que não tivemos tempo de preparar esse jogador para fazer esse tipo de coisa que o Evanilson fazia. Mas no caso do Luiz Henrique, por exemplo, acredito que ele possa fazer, mas tem que ter tempo. Não tem como você, do nada, já fazer um trabalho que você não está acostumado. É a gente buscar uma solução e com certeza tem jogadores qualificados para ajudar e acharmos essa solução. Mas não vai ser de um dia para o outro", disse.

E sem atacantes de referência, a responsabilidade por gols acaba aumentando no artilheiro da temporada. Ainda assim, Nenê não acredita que o time seja dependente dele, apesar de a equipe ter vencido 10 dos 11 jogos em que balançou as redes.

"Não acredito nisso de 'Nenedependência'. Ta doido. É natural, a gente fica preocupado do time render sem mim, mas contra o Athletico fizemos um grande jogo e eu não estava. Contra o Sport fizemos um grande jogo, mas faltou a bola entrar. Às vezes não tem tempo de treinar. Dificulta. Tem que ver como que a gente joga, como que eu jogo".

Foco na Copa do Brasil

O jogo de quinta-feira, pela volta da quarta fase da Copa do Brasil, contra o Atlético-GO, é considerado uma final para o Fluminense, que deseja brigar pelo título da competição. Nenê acredita que o Tricolor terá dificuldades com o adversário, mas espera sair com a classificação.

"Espero que consiga outro hat-trick [risos], mas o principal é a classificação, que é o nosso objetivo. A gente quer conquistar a Copa do Brasil, é nosso maior objetivo. Tem jogos mais difíceis, quando jogamos contra equipes que jogam de maneira muito defensiva, para todo mundo é muito difícil, fecha muito os espaços e a gente precisa se movimentar e circular a bola muito rápido. A gente tem tido dificuldades também pelas mudanças, pelas saídas e chegadas. Ainda falta um pouco de entrosamento. É jogo a jogo para tentar melhorar, vendo o que a gente pode fazer para furar esse bloqueio. Realmente o Atlético-GO é uma dessas equipes, por isso precisamos estar muito concentrados e focados para fazer um grande jogo e trazer a classificação para o Rio", afirmou.

No nono lugar do Campeonato Brasileiro, o Flu vira a chave para a Copa do Brasil, onde enfrenta o Atlético-GO, na quinta-feira, às 20h, no Estádio Olímpico, em Goiânia, com a vantagem do empate por ter vencido por 1 a 0 no Maracanã. Qualquer vitória simples do Dragão leva o jogo para os pênaltis, já que não há mais gol fora de casa como critério de desempate na competição. Para garantir a vaga no tempo regulamentar, os goianos precisam vencer por dois ou mais gols.

Confira a íntegra da coletiva de Nenê:

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