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Vasco vê saldo positivo em dia de vilão de Pikachu e mira clássico decisivo

Bruno Braz e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

21/09/2020 04h00

Classificação e Jogos

Não houve festa no vestiário do Vasco após a derrota por 1 a 0 para o Coritiba, mas a análise interna aponta para um bom jogo e que deixa lições para o duelo de quarta contra o Botafogo, 21h30, em São Januário, válido pela Copa do Brasil. Na ida, vitória alvinegra por 1 a 0, resultado que deixa os vascaínos em desvantagem pela vaga.

No Couto Pereira, a equipe dirigida pelo auxiliar Thiago Kosloski [Ramon está com covid-19] fez um primeiro tempo tímido, mas cresceu na etapa final, quando empurrou o rival para seu campo de defesa e fez o goleiro Wilson virar a figura do jogo. O desempenho animou Kolsloski, que ainda terá um acréscimo técnico no clássico, já que Castán e Benítez foram poupados ontem (20).

"Nós estamos muito concentrados e focados para quarta-feira. Com a força que temos em São Januário, vamos deixar nossa alma em campo. Respeitamos muito o Botafogo, mas, dentro de São Januário, o Vasco é muito forte. Se você tem a chance, precisa matar, converter em gols. Contra o Botafogo, não podemos errar", disse Thiago.

A nota negativa foi Yago Pikachu. Um dos jogadores mais longevos do elenco, o lateral-direito fez um pênalti nos minutos finais de jogo e praticamente enterrou as chances do time. A falta foi admitida inclusive por Kosloski, que pontuou que era um "lance que não daria em nada".

A jogada reacendeu a ira de boa parte da torcida vascaína, que anda com a paciência curta com o jogador. O desgaste no relacionamento, no entanto, é de ambos os lados. No clube desde o início da temporada de 2016, o atleta é uma das principais lideranças do time, mas não nega que vê com bons olhos respirar novos ares.

O jogador chegou a namorar com o futebol do Japão e dos Estados Unidos, mas as conversas nunca andaram. Aos 28 anos, Pikachu enxerga o relógio correndo mais rápido para uma possível transferência. O Cruz-maltino, por sua vez, vasculha o mercado por um jogador que possa disputar a vaga, visto que o reserva da posição é o jovem Cayo Tenório.

Lateral com vocação goleadora, Pikachu não tem nem os gols como argumento a seu favor em 2020. Em 23 jogos disputados, o camisa 22 não balançou a rede uma vez sequer. Antes do início deste ano, ele somava 37 em 200 partidas. No clássico decisivo, uma nova chance de redenção para o vascaíno.

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