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Marília Ruiz: "São Paulo se sentiu diminuído pela presença do River Plate"

Do UOL, em São Paulo

18/09/2020 04h00

Classificação e Jogos

O São Paulo empatou em casa com o River Plate e ficou em situação delicada no grupo D da Libertadores, tendo na sequência dois jogos fora do Brasil contra a LDU e o próprio time argentino em busca da classificação para as oitavas de final, ocupando agora apenas a terceira posição.

No Fim de Papo, live pós-rodada do UOL, Marília Ruiz critica a postura do time do São Paulo diante de um time que estava mais de seis meses sem jogar uma partida oficial, mesmo sendo uma equipe forte como o River Plate, e acredita que o time de Fernando Diniz se acanhou no Morumbi.

"Com todo o tamanho do River Plate, camisa não joga sozinha, um time que está parado desde o dia 7 de março, o São Paulo é tão grande quanto o River Plate, o São Paulo recebeu o River Plate, o São Paulo está jogando há dois meses e engrenou aí agora em agosto em uma sequência de vitórias, flertou com a liderança do campeonato, venceu um clássico importante", diz Marília Ruiz.

"Um time que se sentiu diminuído pela presença do River Plate, porque o São Paulo não chutava a gol. A bola sobra para um, é toquinho para o lado, o São Paulo teve menos chances do que normalmente o time do Diniz cria, se a gente pegar a estatística do jogo, mas muitas bolas sobrando e toquinho de lado", completa a jornalista.

Marília também pontua que em vários momentos alguns jogadores pareciam ter medo de chutar no gol e também considera que Fernando Diniz demorou muito para fazer substituições na partida, trocando apenas depois dos 30 do segundo tempo, sendo que o empate era ruim para a classificação do São Paulo.

"Acho que o Diniz demorou demais para mudar o time, demais, ele foi fazer substituição aos 30 do segundo tempo, tendo as cinco substituições, e disse que não tinha mudado antes porque achou que o time estava jogando bem. Amigo, o São Paulo é tão grande quanto o River. A gente se sente sempre muito diminuído nessa relação com os times argentinos, historicamente, qualquer time argentino faz a gente ter chilique aqui no Brasil,", diz Marília.

"Esse time do River é ótimo, um time que nos últimos anos fez uma hegemonia na Libertadores, três finais consecutivas, com duas eliminações do seu principal rival, o elenco cresce muito, o Gallardo tem uma figura iluminada ali, mas é como se fosse a Last Dance do Chicago Bulls, é o fim de uma era, um time envelhecido e um time envelhecido que fica seis meses sem jogar não pode dar calor no São Paulo no Morumbi", conclui.

O Fim de Papo foi apresentado por Luiza Oliveira e teve, além de Marília Ruiz, a participação do jornalista Renato Maurício Prado e do comentarista e ex-jogador Ricardo Rocha. O programa volta na noite da próxima terça-feira.

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