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Lista de erros alerta Inter em volta da Libertadores: "falhas conceituais"

Inter venceu o América de Cali e lidera o grupo, mas tem pontos a corrigir - Liamara Polli-Pool/Getty Images
Inter venceu o América de Cali e lidera o grupo, mas tem pontos a corrigir Imagem: Liamara Polli-Pool/Getty Images

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

17/09/2020 04h00

O Internacional venceu o América de Cali por 4 a 3, ontem, pela terceira rodada do grupo E da Libertadores. Mas a avaliação no Beira-Rio não aponta apenas razões para comemorar. O resultado, obviamente, foi positivo, mas uma lista de falhas preocupou o técnico Eduardo Coudet.

O jogo tinha tudo para ser tranquilo. O Inter abriu placar com menos de um minuto de bola rolando. A partida seguiu e o time gaúcho chegou a estar com dois de vantagem duas vezes (2 a 0 e 3 a 1). No segundo tempo, porém, sofreu empate e só foi vencer graças a um gol nos acréscimos.

"A partida parecia que seria tranquila, mas acabou tendo muita emoção para o meu gosto", admitiu Eduardo Coudet. "Cometemos falhas conceituais que temos que corrigir. Mas é muito melhor corrigir vencendo do que de outra forma", completou o treinador. Vamos a elas.

Dois laterais no ataque com time vencendo

Um dos erros sublinhados por Coudet em sua manifestação pós-jogo foi o excesso de jogadores no ataque com o time vencendo. A falha — que já havia ocorrido contra o Palmeiras, quando o Inter levou o gol de empate nos acréscimos — gerou o lance do terceiro gol colombiano.

Tanto Uendel quanto Saravia estavam atacando quando a bola foi perdida. A jogada acabou pela direita do ataque do América de Cali, e um cruzamento de Vergara para Moreno arrancaria a superioridade do Inter do placar. E dois pontos ficariam pelo caminho não fosse o gol de Boschilia no final.

"No empate, estávamos com os dois laterais no campo de ataque, jogando em vantagem, é uma das correções conceituais que temos que repetir", explicou Coudet.

Saída de bola insegura

A saída de bola pelo chão é uma das bases do trabalho de Eduardo Coudet. O bom passe, quebrando linhas do rival, foi razão para Bruno Fuchs ser titular até acabar vendido ao CSKA Mouscou, da Rússia,e para Zé Gabriel ser o substituto ao invés de Rodrigo Moledo.

Mas, a exemplo do que houve contra o Bahia, o jovem de 21 anos errou uma saída de bola que resultou em gol. Um passe equivocado pela esquerda da defesa devolveu a bola ao rival. Vergara recebeu em profundidade e chutou cruzado. Foi o primeiro gol do América, ainda na etapa inicial.

A falha em um de seus princípios mais fortes voltou a alertar Coudet. "Temos que repetir muitas coisas, sempre temos que melhorar. Temos muitos jovens, Johnny, Zé, outros que estiveram pela primeira vez no banco", afirmou o técnico.

Contágio de erro de passes

Um dos termos utilizados por Coudet em alguns momentos para definir erros em série é "contágio". Segundo o treinador, um erro ocasiona outro, que sucessivamente atrai um próximo. A "infecção" de falhas ocorreu em momentos cruciais no jogo contra o América de Cali e fez a posse de bola, muito prezada pelo comandante, ser devolvida ao rival repetidas vezes.

"Entramos num contágio, perdemos muitas bolas sem necessidade. Conceitualmente, temos que repassar muita coisa", disse o técnico.

Bola aérea vaza de novo

Mais uma vez a bola aérea do Internacional vazou. No segundo gol dos colombianos, um cruzamento foi concluído em gol após Abel Hernández não conseguir afastar. A bola acertou a trave e Adrián Ramos fez no rebote.

O terror por cima assusta o Inter desde o princípio de 2020. Dos 20 gols sofridos na temporada, 10 ocorreram ou nasceram desta forma.

Reter a posse no ataque, não na defesa

Com vantagem no placar, o Inter nem sempre mantém o ímpeto do gol. Contra o Atlético-MG, por exemplo, reteve a posse e tratou de controlar a partida. Não foi o caso dos últimos jogos. A ideia do comandante é que, se for para "esfriar" um duelo e evitar ameaças, isso precisa ser feito no campo de ataque, não na defesa.

Uma das falhas que Coudet pretende corrigir é o local onde o time manteve a bola contra o América de Cali. Em vários momentos as trocas de passe que tinham por objetivo controle do jogo iam de zagueiro a zagueiro, chegando ao volante que recua na saída de bola. Mas, com avanço do rival, acabavam em Marcelo Lomba, que batia para frente. Neste cenário, a posse se mantinha por poucos minutos e ainda acabava com a devolução ao oponente após um momento de insegurança.

O Internacional volta a campo no sábado, para enfrentar o Fortaleza, pelo Brasileiro.

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