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Santos de Cuca chega à Libertadores com nova arma que antes era problema

Jogadores do Santos comemoram gol de Madson no jogo contra o São Paulo, na Vila Belmiro - Fernanda Luz/AGIF
Jogadores do Santos comemoram gol de Madson no jogo contra o São Paulo, na Vila Belmiro Imagem: Fernanda Luz/AGIF

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

15/09/2020 04h00

O técnico Cuca transformou o problema da bola parada no Santos em arma para utilizar diante dos adversários. Em dez jogos, o comandante reduziu pela metade os gols sofridos em bolas aéreas e dobrou os gols anotados desta maneira em comparação com a equipe de Jesualdo Ferreira. Hoje (15) diante do Olimpia (PAR), o Alvinegro Praiano tenta encaminhar a classificação às oitavas de final da Libertadores.

Com o português, o Peixe sofreu nove gols de bola aérea em 15 jogos, mais da metade do total de vezes que foi vazado (16). Com Cuca, foram apenas três gols sofridos em dez jogos, proporcionalmente a metade, levando em consideração que foram feitos dois terços do total de jogos realizados com Jesualdo.

Dos nove gols sofridos em jogadas pelo alto, seis nasceram desta forma, sendo quatro escanteios e duas cobranças de falta. No total, somando-se faltas diretas e pênaltis cobrados, o Peixe de Jesualdo sofreu oito gols de bola no chão. Com Cuca, o número caiu para três, novamente quase a metade, proporcionalmente ao número de jogos.

"O Jesualdo fazia uma marcação por zona, onde a gente fica parado e dificulta um pouco, porque às vezes o jogador vem embalado e atropela a gente. Com o Cuca é uma marcação por zona mista, onde alguns acompanham o jogador e outros ficam marcando por zona. Mudamos nossa postura também, isso foi importante. Conversamos sobre o tanto que vínhamos sofrendo, toda bola na área era um perigo e estava incomodando", contou o lateral direito Madson, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

Em matéria de aproveitar as bolas paradas, o time de Cuca é muito mais perigoso. Foram quatro gols marcados desta forma: um pênalti, duas faltas diretas e um escanteio. Com Jesualdo, com cinco jogos a mais do que Cuca, apenas um escanteio e uma falta a favor terminaram nas redes adversárias.

Assim, Cuca transforma o problema sofrido pelo Santos em bolas paradas no início do ano em uma arma para o seu time. Nos últimos quatro jogos, o Peixe anotou oito gols, sendo quatro deles provenientes de bolas paradas.

O problema com bolas aéreas também foi resolvido por Cuca. O último gol sofrido neste tipo de jogada ocorreu contra o Internacional, na segunda rodada do Brasileirão. De lá pra cá, Fellipe Bastos até marcou após escanteio cobrado, mas o gol ocorreu em uma segunda bola, não diretamente da batida.

Mesmo sem ser o forte da equipe de Jesualdo Ferreira, curiosamente dois dos três gols marcados pelo Peixe na Libertadores foram em bolas aéreas: Jobson contra o Defensa y Justicia (ARG) e Veríssimo diante do Delfín (EQU).

FICHA TÉCNICA:

SANTOS x OLIMPIA (PAR)
Copa Libertadores - Fase de grupos
Data: 15/09/2020 (terça-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Vila Belmiro, em Santos-SP
Árbitro: Leodan Gonzalez (URU)
Assistentes: Nicolas Taran (URU) e Richard Trinidad (URU)

SANTOS: João Paulo; Madson (Pará), Luan Peres, Lucas Veríssimo e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez; Marinho, Soteldo e Lucas Braga (Marcos Leonardo). Técnico: Cuca.

OLIMPIA: Aguilar (Azcona); Otalvaro, Leguizamón, Alcaraz e Torres; Silva, Domingo, Ortiz e Rodrigo Rojas; Camacho e Roque Santacruz.
Técnico: Daniel Garnero

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