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Como Coelho tenta apagar herança de Tiago Nunes para resgatar Corinthians

Coelho comandou treino longo ontem (14), no CT Joaquim Grava, visando duelo contra o Bahia - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Coelho comandou treino longo ontem (14), no CT Joaquim Grava, visando duelo contra o Bahia Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

15/09/2020 04h00

O técnico Dyego Coelho corre contra o tempo para tirar o Corinthians da crise e buscar um resultado positivo já no duelo contra o Bahia amanhã (16), na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de resgatar a confiança dos atletas, objetivo principal, segundo o próprio Coelho, o interino precisa apagar algumas heranças deixadas pelo técnico Tiago Nunes.

Entre elas, Coelho visa resetar o sistema de jogo adotado como prioridade pelo antigo treinador. Após chegar ao Corinthians com a ideia de jogo de velocidade e vertical, Tiago Nunes voltou diferente após a parada da pandemia por conta do coronavírus.

O treinador ficou obcecado por treinos de toque de bola, principalmente, troca de passes de primeira. O problema é que os atletas, além de não executarem a estratégia com eficiência nos jogos, perderam uma característica importante: velocidade e jogar em direção ao gol do adversário.

Os volantes Cantillo e Ederson, por exemplo, não sobem mais ao ataque e quase não chegam próximo à área do adversário. Até os laterais Fagner e Piton deixaram de apostar nas jogadas verticais e começaram a tocar a bola de lado.

É fácil observar em diversos momentos dos jogos do Corinthians, os atletas de frente tocando a bola para trás ou para os lados.

Ontem (14), no CT Joaquim Grava, Coelho comandou um treino longo, de diversas horas, segundo apurou o UOL Esporte, para corrigir alguns defeitos do time.

Coelho aposta na base

Coelho - Rodrigo Coca/Agência Corinthians - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Durante o treinamento, Coelho promoveu cinco jogadores das categorias de base. Os mais badalados são Cauê, contratado junto ao Novorizontino no ano passado, após ser disputado por diversos clubes, e o meia Gustavo Mantuan, irmão de Guilherme Mantuan, volante que subiu para atuar como lateral direito e não vingou.

No entanto, Gustavo sempre teve fama de estrela na base do Corinthians. O clube paulista já recusou propostas do exterior e, inclusive, rechaçou envolver o jovem meia em negociação para repatriar Guilherme Arana, em 2019.

Além deles, Coelho promoveu o lateral esquerdo Lucas Pires — reserva de Piton no sub-20 —, o zagueiro Ronald (este já ficou no banco de reservas na derrotada para o Fluminense), e o lateral Igor Formiga, que estava no time sub-23.

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