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'Raio', Veron tatuou apelido e teve dias inquietos até volta ao Palmeiras

Novas tatuagens de Gabriel Veron, atacante do Palmeiras - Cesar Greco
Novas tatuagens de Gabriel Veron, atacante do Palmeiras Imagem: Cesar Greco

Thiago Ferri

Do UOL, em São Paulo

10/09/2020 04h00

Com sete semanas de 'atraso', Gabriel Veron pode ser titular do Palmeiras contra o Corinthians. Desfalque na reta final do Paulista e início do Brasileiro por conta de uma lesão sofrida às vésperas do Dérbi pela primeira fase do Estadual, o garoto de 18 anos teve seu retorno tratado com grande expectativa pela torcida — e muita ansiedade por sua parte.

O camisa 27 sofreu uma lesão grave na coxa direita quando se preparava para assumir a vaga deixada por Dudu. Foram quase 40 dias em recuperação, um processo cauteloso por parte do clube, diante dos riscos de piorar o problema, e inédito para o menino que teve início meteórico no Verdão.

"Ele estava doido para voltar, foi a primeira lesão em três anos de Palmeiras. Estava chateado por não jogar, mas era preciso ter calma. O Veron é um velocista, tem uma explosão grande e o músculo é bastante requisitado", lembrou João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras e ainda hoje próximo do garoto.

Durante o período fora de combate, Veron eternizou na pele o apelido que ouve bastante desde a seleção sub-17: raio. O atacante fez o desenho nas duas panturrilhas enquanto tinha de deixar um pouco de lado a velocidade que marca seu estilo de jogo para ter paciência antes de ficar novamente à disposição.

"Ele sempre quer mais e sempre quer ser melhor. Não à toa o mundo veio atrás dele depois do Mundial [sub-17, ano passado]. Como o próprio Luxemburgo fala, não importa se for no Allianz Parque, no Wembley, na cidade dele no Rio Grande do Norte [Assú]. Ele não sente o jogo", acrescentou.

Luxemburgo e Veron - Cesar Greco - Cesar Greco
Imagem: Cesar Greco

Desde o sub-15 no Palmeiras, Veron foi o craque da Copa do Mundo sub-17 e subiu com 17 anos ao profissional. Segundo jogador mais jovem a marcar pelo clube (17 anos, três meses e dois dias, contra o Goiás, em 2019), ele faria parte do time-base de Vanderlei Luxemburgo após a pausa no futebol nacional, não fosse a lesão.

Com sua ausência, o técnico chegou a improvisar Gabriel Menino e Zé Rafael abertos. Diante da má fase dos outros jogadores de lado de campo, Veron voltou no domingo (6) e foi o primeiro atacante, além de Luiz Adriano, a marcar desde a volta dos campeonatos. Ele ainda deu uma assistência para Willian fazer seu primeiro gol desde março.

Adepto de um jogo em que meias e atacantes têm liberdade para buscar jogadas individuais e se movimentarem, Luxemburgo sentia falta de alguém com as características de Veron: velocista com bom drible e bom finalizador. Por estas qualidades e a dificuldade para contratar, ele era visto como o substituto imediato de Dudu.

De contrato novo, o garoto tem vínculo com o Palmeiras até 2025 e multa rescisória de 60 milhões de euros (cerca de R$ 376 milhões). Bastante assediado, especialmente entre o fim do ano passado e começo de 2020, Veron e o Verdão ainda querem criar laços mais fortes. Ele tem apenas 13 partidas como profissional, com três gols e três assistências.

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