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Diniz reclama de oscilação do São Paulo em empate com o Red Bull Bragantino

Do UOL, em São Paulo

09/09/2020 22h53

Classificação e Jogos

Fernando Diniz não ficou satisfeito com o futebol apresentado pelo São Paulo hoje (9) à noite, no Morumbi. O Tricolor empatou com o Red Bull Bragantino por 1 a 1, sendo que o adversário ainda errou duas cobranças de pênalti. Para o treinador, o time oscilou demais o seu rendimento durante a partida.

"Resultado não comemoro nada como se fosse lucro. O que me preocupa e me deixa irritado é a gente ter a chance de ganhar o jogo, porque a gente estava jogando bem, teve o domínio e precisava ser mais intenso no segundo tempo para sacramentar uma boa vitória, mas oscilamos de novo. Fizemos um tempo distinto do outro. Embora, o primeiro tempo foi ok, e a gente poderia ter saído vencendo. Poderia sair com um placar de 1 a 0 ou até 2 a 0. Não podemos oscilar. Esse campeonato é muito difícil. Uma coisa para ser campeão é ver quem oscila menos. Todo mundo vai oscilar dentro do campeonato, mas não podemos oscilar como estamos. Tínhamos de ganhar os três pontos em casa, temos de ter um nível de concentração e entrega mais linear para alcançar o objetivo", disse Diniz.

O São Paulo volta a jogar neste sábado contra o Santos, pelo Brasileirão. Já na próxima semana, a equipe retoma a sua caminhada na Copa Libertadores ao enfrentar o River Plate, da Argentina.

"O que me preocupa mais é a oscilação. Temos de ser um time mais consistente. Temos de manter a consistência do time, não dá para fazer um jogo bom e outro ruim. Todo time vai oscilar, mas temos de diminuir essa oscilação. O jogo de quinta tem um caráter muito decisivo contra o River. Temos de trabalhar para o time ser mais coeso e consistente em todos os momentos do início ao fim do jogo. Esse está sendo o nosso principal problema", completou o treinador.

Confira a entrevista de Diniz

A partida

Em relação ao jogo, a gente fez um primeiro tempo de razoável para bom, mas não foi também um grande primeiro tempo. As mudanças foram no sentido de ter mais intensidade e de fazer os gols. E o time acabou não correspondendo, porque tivemos uma piora tática e técnica.

Gabriel Sara

O Sara é um grande jogador. É um garoto que precisa de jogo e de confiança. E com a saída dele nós pioramos no jogo de hoje, porque taticamente ele é um cara que está sempre pressionando a bola para a gente tirar o time de trás. E quando a bola entra no meio das nossas linhas ele é sempre o primeiro a voltar. Ele é um jogador que sempre está se movendo no campo e dando opções para que a gente consiga chegar ao gol adversário. Tecnicamente é fato que ele fez uma partida ruim. Mas repito: estou aqui há um ano aqui e ele tem tudo para dar certo.

Elenco

As perdas por lesão não têm nada a ver com o acumulo de jogos. A lesão do Pablo é rara, até difícil de explicar. É inédita, na altura da costela. O Liziero teve um problema cirúrgico no tornozelo e Daniel Alves quebrou o braço. A gente pode até pensar em alguns momentos em preservar jogadores, que estão com a rotina mais desgastante. Mas não tivemos lesões por causa do acumulo de jogos, os jogadores estão bem preparados. E perder jogadores importantes é sempre ruim. Só que esse é o elenco que temos, e gosto do elenco. Temos jogadores jovens e promissores. Não contava perder com o Pablo, o Daniel nessa altura do campeonato. E não dá para fazer contratações sem critério, talvez uma ou outra contratação pontual quando tiver janela. Temos de trabalhar, ter coesão e não podemos oscilar como temos oscilado.

Principais erros

Nosso time tem uma característica muito agressiva na marcação na linha da frente. Se a gente não colocar pressão no adversário, para jogar com as linhas mais compactadas, a gente tende a ter problemas. Foi o que aconteceu também contra o Atlético-MG no segundo tempo. A gente oscilou muito nisso, que a gente sabe que não pode. Acaba tendo efeito cascata, que foi a origem do primeiro gol. A gente também teve momentos de precipitação parar terminar a jogada e permitimos alguns contra-ataques. Mas o fator mais importante para a gente ter taticamente sofrido no segundo tempo foi a falta de pressão na bola no campo adversário.

Vai poupar clássico contra o Santos

É uma coisa que passa pela nossa cabeça [poupar jogadores no clássico], mas não é algo que está definido. A gente tem o jogo no sábado e depois contra o River na quinta. É uma coisa que estamos estuando ainda. Se a gente perceber que tem necessidade, porque o jogo contra o Santos também é importante. Temos de ver como os jogadores vão chegar, principalmente na sexta-feira para definirmos o melhor time para jogar contra o Santos e também pensar um pouco no River. No momento pensar no jogo com o Santos que é um clássico e importante.

Luciano

Como eu tenho essa relação de confiança com ele eu posso ser espontâneo. Posso cobrá-lo. E ele melhorou e rende por conta disso. É lógico que eu me irritei porque a gente sofreu um pênalti que era um lance totalmente evitável. A minha relação com o Luciano é ótima por conta disso, porque posso cobrá-lo e ele responde muito bem a isso. É um jogador que tem muito a contribuir ainda ao São Paulo.

Trabalhar os mais jovens

Não tenho uma receita. Esse é um trabalho constante que temos de fazer todos os dias e em todas as frentes para ter a coesão que demonstramos em muitos jogos e momentos. Jogador jovem tende a oscilar mais, mas não é por isso que tem de oscilar mais. Estamos trabalhando nesse sentido. Para vencer na vida tem de ser constante. Aposto nisso, tem jogadores que passaram isso. Igor Gomes está voltando a jogar bem. Temos de trabalhar, corrigindo no vídeo e passando confiança para atingir cada vez mais as nossas metas dentro do campeonato.

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