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Gol traz alívio, mas Gabigol e B. Henrique encaram pressão inédita no Fla

Gabigol e Bruno Henrique festejam gol do Flamengo no Maracanã. Dupla tenta se reencontrar - Alexandre Vidal/Flamengo
Gabigol e Bruno Henrique festejam gol do Flamengo no Maracanã. Dupla tenta se reencontrar Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

21/08/2020 04h00

O Flamengo de Dome vive um momento de instabilidade após um período recheado de títulos e vitórias, e parte da apreensão da torcida passa pelo rendimento da dupla formada por Gabigol e Bruno Henrique, peças fundamentais nas conquistas recentes do clube.

No empate por 1 a 1 contra o Grêmio, Gabriel marcou de pênalti e encerrou um jejum de sete jogos sem marcar. Mas, se não tem faltado luta para a dupla, o bom futebol também anda meio sumido, assim como para boa parte do grupo. Donos de 78 dos 135 gols do Fla em 2019, os parceiros ainda buscam retomar a velha forma para reconduzir os rubro-negros às vitórias e vivem um inédito período de turbulência desde que desembarcaram no Rubro-negro.

As razões para a queda são muitas, passando pela troca de comando, o longo período de inatividade e a falta de ritmo de jogo, mas alguns números após a volta dos jogos, ainda sob o comando de Jorge Jesus, chamam a atenção. Antes de desencantar, Gabigol havia marcado pela última vez em 11 de março (ele tem 12 no ano), quando anotou nos 3 a 0 sobre o Barcelona (EQU). O camisa 27, por sua vez, deixou sua marca três vezes após o reinício do Carioca. Ao todo, ele soma oito gols.

Se o artilheiro andou meio de mal com as redes, ele compensou com sobras na hora de servir os companheiros. Desde que a bola voltou a rolar, Gabigol deu nada menos que cinco passes decisivos. Antes da pausa eram apenas três. Bruno Henrique anda mais tímido neste quesito e serviu três vezes em 2020, sendo uma delas na vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba.

"Artilheiros precisam de muita confiança, são jogadores especiais. Quando começam a fazer gols, não param. Todos precisamos de tempo. Não é fácil jogar sem torcida, pandemia, há muitas coisas. Precisamos de mais treinos, precisamos estar melhores fisicamente. É tudo isso. Quando você está melhor em todos os aspectos, tem mais chance de fazer gol", disse Domènec Torrent.

Com quatro jogos no comando, o espanhol ainda trabalha para fazer com que dois de seus principais nomes se sintam mais confortáveis, mas fato é que não tem havido a mesma conexão entre ambos em campo, embora isto nada tenha a ver com questões pessoais entre eles. Na derrota por 3 a 0 para o Atlético-GO, Bruno jogou aberto lado esquerdo, não dialogou com o companheiro e pouco rendeu. A ideia de Torrent é fazer com que eles voltem a se sentir em ponto de bala.

"Treinamos pouco e jogamos cinco jogos em 15 dias. Os atletas precisam de tempo. Tenho muita confiança nestes jogadores, porque são nossos artilheiros. Estou completamente com segurança de que farão muitos gols", completou o técnico.

Apesar do momento de baixa, os dois são considerados imprescindíveis pelo comandante para o compromisso de domingo (23) diante do rival Botafogo, às 11h, no Maracanã. Com gols e as vitórias de volta, a parceria ainda pode render muitos frutos (e taças) para o Flamengo.

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