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Inter testa Edenilson em 'nova posição' e vê camisa oito voltar a brilhar

Do UOL, em Porto Alegre

14/08/2020 04h00

Paolo Guerrero fez gol e deu assistência (de calcanhar), mas não foi protagonista isolado da vitória do Inter em cima do Santos, na segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A atuação de Edenilson também chamou atenção. O desempenho do camisa 8 e a função explicam como o volante foi capaz de dividir holofote com artilheiro do time.

De quebra, o treinador Eduardo Coudet ainda ganha opção nova para montar o Inter daqui para frente.

Para entender o significado do jogo de Edenilson contra o Santos, é preciso voltar uma semana atrás. O volante saiu do Gre-Nal 426 lesionado e assistiu de fora os companheiros serem derrotados por 2 a 0, resultado que gerou fortes críticas e um pesado protesto no CT.

A presença do camisa 8 na segunda rodada do Brasileirão tem contornos de surpresa. Porque a volta não era projetada para tão pouco tempo e por ser como foi. Edenilson atuou aberto pela direita, provavelmente com missão de controlar o lado do campo montado por Cuca no Santos.

Deu mais que certo.

Além de criar problemas para o setor onde Soteldo atua, mais adiante, o jogador do Inter deu espaço para Patrick e Gabriel Boschilia jogarem também. Atrás, Rodrigo Lindoso. À frente, Thiago Galhardo. E na referência, Guerrero.

Segundo o SofaScore, especializado em estatísticas, Edenilson foi um dos jogadores do Inter que mais tocou na bola. Também está entre aqueles com melhor aproveitamento nos passes. Foi ele o gatilho para ajudar na pressão alta, a marcação forte do time gaúcho que desnorteou o Santos.

"Estamos falando de Edenilson pela direita, mas também já falamos de uma grande partida dele pelo meio. Temos jogadores que podem fazer mais de uma função, ótimo", desconversou Eduardo Coudet.

Nos gols do Inter, entretanto, Edenilson pode ser visto pela zona central do gramado. Na jogada que terminou com cabeceio de Guerrero, o volante está à frente da área. É dele o passe que Thiago Galhardo corre para evitar que saia pela linha de fundo. No segundo tempo, o camisa 8 tabela com Guerrero e rompeu a defesa pelo meio antes de tocar por cobertura.

Para efeitos de comparação: no Gre-Nal da fase de grupos da Copa Libertadores, em março, Edenilson jogou pelo centro. Agora, diante do Santos, do lado. O encaixe para explorar resistência ajuda a controlar adversários. E abre brecha para outros nomes que auxiliam na ideia de atacar o espaço na hora de atacar. E pressionar com intensidade na fase de defender.

O Inter volta a campo contra o Fluminense, domingo, no Rio de Janeiro.

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