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Hyuri diz que Flamengo estava 'muito calado' na derrota para o Atlético-GO

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/08/2020 16h33

Classificação e Jogos

Autor do primeiro gol do Atlético-GO na vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo, Hyuri afirmou que o time carioca estava "muito calado" durante o jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, ontem.

Convidado do Seleção SporTV de hoje, o atacante exaltou a coragem do time goiano diante de um adversário que teve dificuldades para "furar o nosso bloqueio".

"Você tem um 'feeling' dentro do jogo. Você consegue sentir o que a equipe está passando. Nossa equipe percebeu que o Flamengo, em diversos momentos, não sabia como furar nosso bloqueio, como passar por nós e nos envolver. A gente percebeu que o Flamengo estava muito calado. Normalmente, um time muito competitivo não fica assim, não se coloca assim dentro de campo", relatou Hyuri.

"Acima de qualquer postura do Flamengo, a gente tinha a nossa postura. A gente teve coragem de colocar nosso plano de jogo em prática. A coragem se fez presente no nosso esquema de jogo, porque somos um grupo de homens e estamos ali para disputar contra quem for (...) Não aceitaríamos nada menos do que a vitória. Marcamos quando tínhamos que marcar e atacamos quando tínhamos que atacar, sem medo de quem estava do outro lado. A única diferença nos 90 minutos é a camisa que a gente veste. A gente não poderia parar para ver o Flamengo jogar, então arriscamos tudo o que podíamos, mas de forma consciente."

Gesto antirracista

Após balançar as redes do estádio Olímpico, em Goiânia, Hyuri comemorou o tento erguendo o punho cerrado, gesto do grupo antirracista Panteras Negras.

Recordando o ataque racista a Marinho, jogador do Santos, o atacante do Atlético-GO defendeu o combate diário ao preconceito.

"Depois que veio todo esse movimento de 'Vidas Negras Importam', acho que não pode ser algo de rede social. Não pode ser algo de um dia ou de uma semana. Tem que ser algo contínuo, de todas as classes, de todas as raças. Recentemente, tivemos o caso do Marinho. É um grande amigo meu. É complicado você ver um amigo sofrer uma situação dessas, porque a gente acha que nunca vai acontecer com a gente. Comigo, felizmente, nunca aconteceu. Nós, principalmente atletas do futebol brasileiro, do futebol mundial, temos voz ativa e temos que colocar isso para fora, para as pessoas saberem que estamos engajados. Tenho um grande ídolo no esporte, o Lewis Hamilton (piloto de Fórmula 1), e vejo a luta dele todo final de semana, todo dia em rede social, e isso nos encoraja a fazer mais. Não pode parar por aí", afirmou.

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