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Blogueiros: Palmeiras e Corinthians de defesas fortes será final "reativa"?

Gil, do Corinthians, e Gustavo Gómez, do Palmeiras - Thiago Calil/AGIF e Getty Images
Gil, do Corinthians, e Gustavo Gómez, do Palmeiras Imagem: Thiago Calil/AGIF e Getty Images

Do UOL, em São Paulo (SP)

03/08/2020 12h00

Resumo da notícia

  • Ponto em comum entre Palmeiras e Corinthians é a solidez defensiva no Paulista
  • Expectativa é de final mais "reativa", só de aproveitamento de erros e times fechados?
  • André Rocha: "Time que equilibrar aspecto emocional e minimizar erros terá vantagem
  • Juca Kfouri: "Típico do mau futebol neste Paulistinha é a ênfase dada às defesas"
  • Andrei Kampff: "Corinthians se fechou pela necessidade de tentar salvar campeonato"

Corinthians e Palmeiras venceram seus duelos nas semifinais do estadual e confirmaram o dérbi na final do Campeonato Paulista - o primeiro deles acontece na próxima quarta-feira (5), na Arena Corinthians, às 21h30 (de Brasília). E um ponto em comum entre os rivais é a solidez defensiva na competição.

A equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo levou apenas seis gols em 14 jogos e é dona da melhor defesa da competição. Já o time de Tiago Nunes sofreu dez, no mesmo número de partidas disputadas. No entanto, a dupla formada por Gil e o recém-descoberto beque Danilo Avelar não sofreu nenhum tento desde a volta do futebol após a pausa devido a pandemia do coronavírus. Sim, foram quatro jogos e nenhum gol tomado.

O Palmeiras, em comparação, anotou cinco gols e levou dois neste mesmo período, um deles definindo o triunfo corintiano em 22 de julho, na retomada do futebol em São Paulo, dando sobrevida ao hoje finalista do estadual.

Em tempo: essa marca não é uma novidade entre as equipes. Quando realizaram a final do Paulistão em 2018, ambas terminaram a fase de grupos com a melhor defesa: oito gols sofridos em 12 jogos. Após chegarem a uma final que terminaria polêmica, o Corinthians ficou com o título, vencendo a disputa de pênaltis, em pleno Allianz Parque.

Desta vez, o time de Vanderlei Luxemburgo tem a chance de se redimir daquela derrota, pois mais uma vez o jogo de volta será no estádio alviverde. O momento da equipe alvinegra é totalmente outro desde a pausa da competição - de quase eliminada na fase preliminar, o time chega à final com a moral lá em cima, justamente por já ter vencido o Palmeiras na competição e por não sofrer gols na fase eliminatória.

Dentro deste contexto, fizemos a seguinte pergunta aos colunistas do UOL Esporte: A expectativa é de uma final mais "reativa", só de aproveitamento de erros e times fechados? Veja o que eles responderam:

ANDRÉ ROCHA

Previsão é de uma final muito tensa, mesmo sem torcida. A rivalidade que sempre foi a maior de São Paulo se potencializou depois de 2018.

Dentro deste contexto, é claro que o time que conseguir equilibrar o aspecto emocional - concentrado e elétrico, mas sem pilha excessiva - e minimizar os erros, incluindo os defensivos, ficará em vantagem.

E parece claro que a missão do Palmeiras é mais complicada pela pressão de enfim vencer o rival em jogo decisivo. O instinto de atacar e, consequentemente, se expor será bem mais forte.

Leia o blog do André Rocha.

ANDREI KAMPFF

O Corinthians se fechou mais pela necessidade de tentar salvar um campeonato que parecia perdido, do que pela ideia que o Tiago tem pro time dele. Luxemburgo acertou a defesa, mas ainda não conseguiu fazer o mesmo com a ligação do meio com o ataque. A final muda tudo. É um jogo que define taça, e não acredito que será um jogo de dois times fechados.

Leia o blog Lei em Campo.

DANILO LAVIERI

O clássico certamente vai ser nervoso, mesmo sem a presença de público. Aponto que a pressão está mais em cima do Palmeiras do que do Corinthians, mas ninguém vai querer perder essa final. Assim como foi no jogo da primeira fase, imagino o time de Vanderlei Luxemburgo pressionando mais o de Tiago Nunes, até por característica dos atletas que cada um deles têm à disposição. Resta saber se, desta vez, Cássio continuará sendo o melhor em campo ou se os palmeirenses conseguirão passar pela muralha.

Leia o blog do Danilo Lavieri.

JUCA KFOURI

Típico do mau futebol neste Paulistinha é a ênfase dada às defesas.

E se a do Corinthians se deu bem nos últimos quatro jogos foi, fundamentalmente, por causa de Cássio, principalmente contra o Palmeiras.

E se a do Palmeiras não foi tão bem depois da paralisação, ao perder para o Corinthians, foi porque Weverton falhou.

Muito pouco para teorizar demais.

Leia o blog do Juca.

MARCEL RIZZO

Acho que o Palmeiras tem uma característica mais ofensiva, mesmo nessa nova escalação de Luxemburgo com três volantes. Contra a Ponte, no primeiro tempo, Patrick, Ramires e Gabriel Menino apareceram com eficiência no ataque. Tiago Nunes vai montando uma defesa sólida no Corinthians, tática que foi vitoriosa no clube nos últimos anos com treinadores como Tite e Fábio Carille. Deve ser um bom confronto tático essa decisão.

Leia o blog do Marcel Rizzo.

MENON

Acredito em jogos sem muitas possibilidades de gol. Os dois times têm bola alta boa e chutadores de média distância. O Palmeiras tem jogada de velocidade com Rony, mas não tem funcionado. Serão jogos amarrados.

Leia o blog do Menon.

PERRONE

Claro que numa final entre dois rivais desse porte os cuidados defensivos são redobrados. Porém, não acredito num jogo predominantemente reativo. O Palmeiras troca bem passes e não costuma sofrer muito para chegar ao ataque. Seu principal problema é entrar na área adversária com a bola. Já o Corinthians tende a encolher mais apenas quando cansa. Tiago Nunes não gosta e sabe que se ficar o tempo todo atrás para explorar os contra-ataques correrá enormes riscos.

Leia o blog do Perrone.

RODRIGO MATTOS

No Corinthians, Thiago Nunes parece ter aberto mão do estilo impetuoso do Athletico-PR após um início de temporada vacilante e agora seu time se preocupa, primeiro, em defender. No clássico diante do Palmeiras, ganhou em. um golpe de sorte. Já o Palmeiras tenta ter mais a bola e até pressionar na marcação ofensivo, embora ainda não consiga executar bem essas funções. Pelo que se viu até agora, é de se esperar, portanto, um Palmeiras mais com a posse e um Corinthians à espera em jogo de poucas chances.

Leia o blog do Rodrigo Mattos.

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