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Por que diretoria de futebol do SPFC ainda aposta em Diniz após fiasco

Fernando Diniz lamenta gol sofrido pelo São Paulo contra o Mirassol, nas quartas de final do Paulistão - Reprodução/Premiere FC
Fernando Diniz lamenta gol sofrido pelo São Paulo contra o Mirassol, nas quartas de final do Paulistão Imagem: Reprodução/Premiere FC

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

31/07/2020 04h00

Classificação e Jogos

Sem dúvida, o São Paulo protagonizou um dos maiores vexames da história recente na última quarta-feira (29). Em pleno Morumbi, o time perdeu para o Mirassol, que disputa a Série D do Brasileirão e havia perdido 18 jogadores durante a pausa nas competições por causa da pandemia do novo coronavírus. O tropeço por 3 a 2 acabou eliminado o clube do Paulistão. O departamento de futebol tricolor, porém, aposta no treinador Fernando Diniz. Alguns motivos explicam tal postura dos dirigentes.

A metodologia de trabalho de Diniz é bem avaliada internamente. Para os cartolas, o treinador tenta dar uma identidade ao time, algo que era desejado por Raí desde que ele assumiu o comando do futebol tricolor, no fim de 2017. Nessa visão, a equipe tinha um padrão de jogo desde o início da temporada.

O aproveitamento do treinador, em comparação aos seus antecessores, também não é considerado ruim. O treinador foi contratado para o lugar de Cuca em setembro do ano passado. Diniz comandou a equipe em 30 partidas até agora, obteve 14 vitórias, sete empates e nove derrotas (54,4% de aproveitamento dos pontos).

Diniz também tem bom relacionamento com os jogadores. O treinador, inclusive, recebeu o aval dos líderes do elenco antes de ser contratado. Na época, os dirigentes consultaram alguns expoentes do time — como Daniel Alves, Tiago Volpi e Pablo, que passaram boas referências. O técnico até hoje é bem avaliado pela equipe e mantém bom relacionamento com os atletas.

É importante ressaltar que o treinador fez um contrato baseado na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) — no caso, não há multa rescisória como na maior parte dos acordos entre técnicos e clubes.

São Paulo