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Newcastle "dormiu rico e acordou pobre": 10 jogadores do sonho que acabou

Venda do Newcastle a príncipe saudita era dada como certa, mas fracassou - Laurence Griffiths/Getty Images
Venda do Newcastle a príncipe saudita era dada como certa, mas fracassou Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

31/07/2020 04h00

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Parecia tudo certo: uma montanha de dinheiro saudita para transformar o Newcastle em mais um dos "novos ricos" do futebol inglês. Mas o príncipe Mohammad bin Salman resolveu retirar sua proposta de compra, e a especulação pela contratação de diversos jogadores virou pó. Ao menos dez reforços cobiçados dependiam do negócio.

O príncipe da Arábia Saudita compraria o Newcastle por 300 milhões de libras (cerca de R$ 2 bilhões). As negociações esquentaram o mercado europeu de transferências, e vários reforços foram ligados ao clube. A começar pelo técnico Mauricio Pochettino, que poderia receber salário de R$ 120 milhões ao ano.

Nos últimos três meses, quase um time inteiro de grandes jogadores foi ligado ao Newcastle: Bale (Real Madrid), Cavani, Griezmann (Barcelona), Immobile (Lazio), Koulibaly (Napoli), Maouassa (Rennes), Rabiot (PSG), Shaqiri (Liverpool), Vidal (Barcelona)... Até o brasileiro Philippe Coutinho, que ainda não sabe se será aproveitado pelo Barcelona, foi especulado por lá.

Entre os motivos da desistência estaria a repercussão ruim sobre a entrada de Mohammed bin Salman no futebol. Ele é acusado de diversas violações de direitos humanos, sendo o caso mais famoso ocorreu em 2018, quando o jornalista Jamal Khashoggi foi morto em uma embaixada saudita na Turquia — o corpo ainda está desaparecido.

A mulher de Khashoggi, Hatice Cengiz, escreveu à Premier League pedindo veto à compra do Newcastle pelo príncipe. Até a ONG Anistia Internacional se posicionou contra a negociação, argumentando que o Campeonato Inglês correria risco de "ser usado por aqueles que querem seu prestígio e glamour para cobrir ações profundamente imorais".

Outra violação tinha muito mais a ver com dinheiro: o fundo que compraria o Newcastle é investigado por supostamente transmitir ilegalmente o próprio Campeonato Inglês. O esquema de pirataria, posto em prática em 2017, capta imagens do grupo catari BeIN Sports para retransmiti-las em países árabes via satélite. Considerando tudo, o negócio que era certo acabou melando.