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Blogueiros: quais as causas do SPFC sair "do soberano para vira-latas"?

Fernando Diniz lamenta gol sofrido pelo São Paulo contra o Mirassol, nas quartas de final do Paulistão - Reprodução/Premiere FC
Fernando Diniz lamenta gol sofrido pelo São Paulo contra o Mirassol, nas quartas de final do Paulistão Imagem: Reprodução/Premiere FC

Do UOL, em Santos (SP)

30/07/2020 13h21

Resumo da notícia

  • Blogueiros analisam quais a causas para os vexames do São Paulo virarem rotina
  • Julio: "Do soberano ao vira-lata. Acho que a origem do problema é um descompasso"
  • "Há fenômenos inexplicáveis no futebol", analisa o blogueiros Juca Kfouri
  • Menon: "Fracassos são constantes e contínuos, não consigo ver causa única"
Classificação e Jogos

Eliminado ontem (29) pelo Mirassol ao ser derrotado por 3 a 2 no Morumbi, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, o São Paulo, antes multicampeão, aumentou a sua coleção de vexames recentes. "Do soberano para vira-latas", destaca o colunista Julio Gomes.

Nos últimos seis anos, o clube do Morumbi acumulou uma série de eliminações que ficaram marcadas, como para Penapolense (2014) e Audax (2016), no Campeonato Paulista, Defensa y Justiça (2017) e Colón (2018), pela Copa Sul-Americana, e Talleres, ainda pela Pré-Libertadores do ano passado.

O que acontece com o Tricolor? Por que o clube, nestes últimos anos, agregou a sua história uma, até então incomum, mania de vexames contra times pequenos? Falta química entre os jogadores e confiança por parte da torcida? O ambiente é desorganizado? E ainda mais: há risco de isso virar algo rotineiro? Os blogueiros do UOL Esporte analisam:

ANDRÉ ROCHA

Nunca é uma coisa só, ou duas. E não adianta olhar para o passado. Aliás, esse é um dos erros recorrentes do clube nos últimos tempos: achar que Muricy, Raí ou Lugano vai resolver os problemas dentro de campo.

O maior problema é que o clube parece se conformar gradativamente com o papel de coadjuvante. Está ficando morno, amortecido com tantos fracassos.

Leia o blog do André Rocha.

ANDREI KAMPFF

Quase nada no futebol tem uma única explicação, nem conquistas, nem sucessivos fracassos. O São Paulo vem acumulando erros, e o maior deles é a falta de convicção. O clube não definiu uma ideia de jogo pra equipe, trocou técnicos com características diferentes, e segue refém de um resultado que se torna cada vez mais difícil diante dessa postura.

Leia o blog Lei em Campo.

DANILO LAVIERI

É comum a gente ver torcedor que pouco liga para a política do clube e para a parte financeira. Claro que no futebol os resultados são a coisa mais importante, mas é muito difícil ver um time que consiga resistir à desorganização de seus bastidores sem ter resultados negativos. O São Paulo hoje é um misto disso tudo: pressão de uma torcida acostumada a vencer, erros sucessivos de gestão, com uma política nociva ao clube onde o mais importante para os cartolas é continuarem sempre no poder. Teve time que precisou cair para perceber onde estava se metendo. É bom o São Paulo acordar a tempo para não repetir esse exemplo.

Leia o blog do Danilo Lavieri.

JUCA KFOURI

Há fenômenos inexplicáveis no futebol.

A cartolagem tricolor não é boa? E a dos outros clubes é?

Os times montados pelo São Paulo são piores que os demais? Não são.

E os treinadores? O clube não insiste com eles, talvez seja uma explicação.

O terceiro mandato de Juvenal Juvêncio, um golpe imperdoável articulado pelo sucessor dele, Carlos Miguel Aidar, com todos os escândalos que aconteceram depois. O fim da imagem do clube organizado, que lavava roupa suja entre quatro paredes.

O fim do Morumbi como fonte de renda até pela briga burra com o Corinthians, que abalou os cofres.

Tudo isso e nada disso.

Uma maldição, um sapo enterrado, o castigo pela arrogância do Soberano.

Um dia acaba e tudo volta ao normal.

Quando?

Depois de ontem, não faço a menor ideia.

Mas sei que com Pato, o avestruz, não será.

Leia o blog do Juca.

JULIO GOMES

Do soberano ao vira-lata. Sigo achando que a origem do problema é um descompasso. O que é o SPFC? Aristocracia? Povão? Não há um ambiente unificado em que fique claro o DNA do clube e seus torcedores. O DNA sempre foi a vitoria. Se ela não vem mais, sobra qual identidade? A falta de resultados desmontou a instituição e jogou à luz problemas desconhecidos. O São Paulo, sempre à frente, ficou para trás. Só algum título relevante colocará o trem no trilho. Só que isso pode demorar...

Leia o blog do Julio Gomes.

MENON

Os fracassos são constantes e contínuos. Não consigo ver uma causa única. Houve a contratação de treinadores fracos, por exemplo. Houve a falta de continuidade de trabalho, como nas demissões de Rogério Ceni e Aguirre.

O pior foi a opção pela mediocridade. O São Paulo acreditou em André Jardine para comandar o time no final do Brasileiro-18. Foi mal. E foi mantido para a Libertadores. Como um time que não ganha nada há dez anos poderia ganhar uma Libertadores com um treinador que nunca havia trabalhado com um time profissional?

E a pergunta vale para Diniz. Como um time que não ganha nada há 12 anos pode contratar um treinador que nunca ganhou nada na vida?

Leia o blog do Menon.

MILTON NEVES

O São Paulo entrou em decadência pela soberba dos cartolas tricolores. Agora, não consegue sair dela pela incompetência dos mesmos. A mudança lá dentro precisa ser radical. E tem que começar na eleição que deve ocorrer ainda neste ano.

Leia o blog do Milton Neves.

PERRONE

Esses vexames não podem ser vistos fora do contexto. Brigas políticas, gestões desastrosas, crise financeira e, especialmente na era Leco, a decisão de gastar muito com ídolos que servem de escudo para a direção, mas nem sempre valem o que recebem. Tudo isso fragilizou o São Paulo nos últimos anos. Especificamente sobre os fiascos diante dos pequenos, o primeiro tende a pesar no emocional. Pode virar uma bola de neve traumática. Mas, não achei o time nervoso contra o Mirassol. Achei que errou muito na defesa, Pato foi um desastre no ataque e faltou fôlego. A parada não serve de desculpa porque o esfacelado Mirassol vivia situação muito pior.

Leia o blog do Perrone.

São Paulo