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Felipe Melo explica mudança de posição e temperamento: "buscando mais amor"

Felipe Melo, do Palmeiras, durante avaliação física na Academia de Futebol - Cesar Greco/Palmeiras/Divulgação
Felipe Melo, do Palmeiras, durante avaliação física na Academia de Futebol Imagem: Cesar Greco/Palmeiras/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

27/07/2020 14h47Atualizada em 27/07/2020 16h17

Felipe Melo falou sobre sua nova fase, tanto em sua posição em campo como também em sua postura mais calma. Durante entrevista para o programa Seleção, do canal SporTV, o jogador do Palmeiras analisou sua adaptação para atuar como zagueiro.

"Entendo que o 'zagueiro zagueiro' seja aquele cara que dá bico pro alto. Ontem, por exemplo [na vitória contra o Água Santa pelo Paulistão], tive a oportunidade em dois lances quando a bola quicou na minha frente e dei um bico pra frente. Isso a gente vai pegando com o tempo, tentar colocar menos o pé em cima da bola", disse.

Em seguida, o atleta expôs a diferença em relação a sua posição de origem. "Quando você joga de volante, você sabe que tem mais dois protetores atrás. Já na zaga, se perder a bola, só tem o goleiro. Então, é mais complicado. Confesso que tenho saído psicologicamente esgotado de todos os jogos, pois o nível de concentração tem que ser 100%. Não é uma situação que eu dominava", declarou.

Apesar de estar em fase de adaptação, o camisa 30 está satisfeito com suas atuações: "Estou numa crescente muito grande, ajudando e sendo ajudado pelos meus companheiros. É claro que posso melhorar em tudo, independentemente da posição. Em termos táticos tenho melhorado bastante, tenho treinadores que estão me ajudando. No mano a mano, eu tenho ganhado basicamente todos, tenho melhorado no aspecto tático no posicionamento e isso é muito importante para um zagueiro".

Novo temperamento

Já sobre a mudança de temperamento em campo, Felipe Melo contou que está fazendo uma mentoria desde o começo da pandemia.

"Tenho buscado mais a Deus, mais amor. No início da temporada, conversei com algumas pessoas que cobrem o Palmeiras, porque a gente está no dia a dia, mas muitas vezes eu passo e a gente não troca nem um 'oi', 'bom dia'. Como a gente se vê todos os dias, tem que estar num ambiente com um pouco menos de ódio, com menos briga e mais amor, que é o que está faltando. Aí veio essa pandemia e tenho feito uma mentoria para melhorar como pai, marido, amigo, chefe, empregado, enfim, melhorar como homem e tem surgido efeito", disse.

Ele também contou que a mudança foi notada, inclusive, pelo treinador Vanderlei Luxemburgo. "No último jogo, eu apanhei pra caramba e achei legal que o Luxemburgo até falou que, se fosse em outro momento, eu teria feito alguma coisa."

"Tenho sido mais inteligente, controlando minhas emoções. Sou muito amigo, família, quatro filhos. Quero que as pessoas estejam no do meu lado não porque sou atleta profissional, mas porque sou uma cara bacana e estão comigo porque me amam", concluiu.

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