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Gre-Nal entra em era 'mais fechada' em meio à pandemia e novas políticas

Fotos de: Lucas Uebel/Grêmio FBPA e Ricardo Duarte/SC Internacional
Imagem: Fotos de: Lucas Uebel/Grêmio FBPA e Ricardo Duarte/SC Internacional

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

15/07/2020 04h00

Os dias que antecedem o jogo entre Grêmio e Internacional já mudaram bastante nos últimos anos, com restrição grande e adoção de medidas exclusivas às vésperas do Gre-Nal. Mas com a pandemia do novo coronavírus, a semana prévia ao clássico tem ainda mais mistério. Treinos totalmente fechados, poucas informações e raras declarações constroem uma era 'mais fechada' na história do duelo.

A terceira partida entre Grêmio e Internacional acontece daqui uma semana, em 22 de julho, no estádio Beira-Rio. O jogo válido pela quarta rodada do segundo turno do Campeonato Gaúcho vai ter transmissão na TV aberta graças à antecipação do duelo.

Parece pouco. Preciosismo. Mas significa bastante, na comparação com a realidade vivida em Porto Alegre até antes da pandemia. Para evitar aglomeração e manter distanciamento, os clubes não liberam mais entrada da imprensa nos treinamentos. As equipes produzem material, foto e vídeo e em menor quantidade entrevistas.

No Inter, por exemplo, o primeiro dia da semana teve imagens apenas de exercícios físicos. Mas a atividade também contou com parte de trabalho tático, a grande novidade depois de dez semanas de agenda com distanciamento e sem contato. O Grêmio não fica atrás e também não dá detalhes dos treinamentos.

O padrão europeu, por ser comum em clubes do velho continente há anos, nunca esteve tão perto da realidade Gre-Nal. O mesmo vale para entrevistas, que, em virtude da Covid-19, deixaram de ser diárias. Até março, havia escala com jogadores para atendimento aos jornalistas. As chamadas coletivas continuavam a ocorrer todos os dias, ao contrário do cenário já recorrente em São Paulo, por exemplo.

Para Eduardo Coudet e Renato Gaúcho, essa reclusão é boa. Os dois treinadores passam a ter ainda mais privacidade, sem a imprensa e com número reduzido de pessoas que podem vazar informações sobre escalações, lesões e outros episódios diários.

A tendência é que nos próximos meses Grêmio e Inter retomem detalhes do padrão antigo, como maior número de entrevistas coletivas. Mas a era mais fechada no dia a dia dos rivais já chegou.

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