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Em papo com Ronaldo, Infantino promete discutir calendário internacional

Ronaldo Fenômeno conversa com Gianni Infantino, presidente da Fifa - Reprodução
Ronaldo Fenômeno conversa com Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: Reprodução

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

10/07/2020 13h46

Gianni Infantino, presidente da Fifa, participou de um bate-papo ao vivo com o ex-atacante Ronaldo, no começo da tarde de hoje (10). Na conversa, que fez parte da programação do "WFS Live Powered by R9", o mandatário da maior entidade do futebol mundial destacou que pretende discutir o calendário internacional de jogos. Além disso, falou sobre os desafios impostos pela pandemia de coronavírus, futebol feminino e luta contra o racismo.

O evento, que começou no último dia 6, reuniu, de maneira virtual, dirigentes de clubes, ligas e federações, empresas de tecnologia, redes de televisão e marcas envolvidas com o futebol, e colocou em pauta os desafios do futebol no período pós-Covid.

"Ninguém está satisfeito com o atual calendário internacional de partidas. Você tem jogadores que precisam viajar pelo mundo de um lado para o outro, tem competições diferentes. Acho que é hora de falar sobre isso", disse Infantino, que afirmou que há diversas conversas em busca de soluções para a atual crise:

"Estamos tentando organizar, pensando, de forma global, uma solução para a crise. É importante buscar opiniões, não há uma única solução. A oportunidade de conversar com muitas pessoas também nos deu a oportunidade de ouvir como podemos moldar o futebol para uma maneira melhor no futuro".

Durante a entrevista, o presidente da Fifa indicou que "não é fácil" alinhar a época para transferências em meio ao atual cenário, mas que há um trabalho para regras de flexibilização para proteger tanto os atletas quanto os clubes.

"[Confederações e ligas] Estão entendendo a situação e trabalhando juntos".

Ronaldo, por sua vez, elogiou uma das soluções adotadas neste primeiro momento, que é o aumento do número de substituições possíveis,

"Eu gosto da solução de cinco substituições. Vimos na LaLiga que escolhemos quatro ou cinco jogadores da equipe B, por isso é uma ótima oportunidade para jogadores que geralmente não jogam"

Infantino ressaltou a importância dos torcedores para o futebol como um todo, mas salientou que o retorno aos estádios tem de ser feito de forma segura. Neste momento, o mandatário da Fifa perguntou ao Fenômeno se ele já havia jogado sem público no estádio.

"Sim, alguns jogos. Essa é uma questão que sempre acabo respondendo. Sempre perguntam se eu sinto falta do futebol. Eu não sinto saudade dos treinos, das viagens duas vezes por semana, mas sinto falta do convívio com o time e a torcida. Quando eu fazia um gol, eu não estava feliz por mim, estava feliz por ver as pessoas felizes. Essa era minha felicidade", afirmou o brasileiro.

Quando o assunto foi futebol feminino, Infantino garantiu que a Fifa busca investir cada vez mais na modalidade, enaltecendo a grandiosidade apresentada por recentes competições. Ele assegurou ainda que o coronavírus não será usado como pano de fundo para deixar o futebol feminino esquecido.

"Não devemos usar o coronavírus para deixar de lado o futebol feminino. Pelo contrário, precisamos ajudar ainda mais o futebol feminino, porque ele tem um futuro brilhante. Peço a todos que invistam no futebol feminino, porque é o futuro", garantiu.

A luta contra o racismo, que ganhou muito espaço no mundo esportivo diante da morte de George Floyd, nos Estados Unidos, também foi tema da conversa. O presidente da Fifa fez questão de afirmar que a entidade tem " uma política de tolerância zero contra todas as formas de discriminação".

"A Fifa defende fortemente a tolerância, o respeito mútuo - esses são assuntos importantes. Temos uma política de tolerância zero contra todas as formas de discriminação, devemos dizer não ao racismo, devemos dizer não à violência".

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