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Cruzeiro pagou R$ 2,3 milhões a agente em intermediações irregulares na CBF

Wagner Cruz, empresário, foi responsável por contratar Hernán Barcos para o Cruzeiro - Arquivo Pessoal
Wagner Cruz, empresário, foi responsável por contratar Hernán Barcos para o Cruzeiro Imagem: Arquivo Pessoal

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

07/07/2020 04h00

Resumo da notícia

  • O Cruzeiro pagou R$ 2.371.797,00 ao empresário Wagner Cruz em intermediações irregulares na CBF
  • Por meio da Dinamic Marketing e Processamento de Dados Eireli, ele recebeu comissões por quatro negócios
  • As negociações ocorreram em 2018 - renovação de Fábio, venda de Gabriel Xavier e contratações de Mancuello e Barcos

O Cruzeiro pagou R$ 2.371.797,00 ao empresário Wagner Cruz em intermediações irregulares na Confederação Brasileira de Futebol durante 2018. Por meio da Dinamic Marketing e Processamento de Dados Eireli, ele recebeu comissões por quatro negócios.

Mesmo sem registro na CBF, o que é exigido pelo Regulamento Nacional de Intermediário (RNI), o empresário participou de forma remunerada da renovação do goleiro Fábio, da venda de Gabriel Xavier e das compras de Mancuello e Hernán Barcos.

A renovação de Fábio, assinada em 10 de janeiro de 2018, rendeu R$ 750 mil ao empresário. A ida de Gabriel Xavier ao Nagoya Grampus, do Japão, fez com que ele embolsasse R$ 474.110,00, de acordo com contrato assinado em 24 de maio de 2018. Cruz ainda faturou R$ 388.800,00 com a aquisição de Mancuello, em 17 de janeiro de 2018, e mais R$ 758.887,00 com a chegada de Barcos, em 12 de julho de 2018.

Em todas as negociações, Wagner Cruz não tinha registro na CBF, o que faz com que elas sejam consideradas irregulares. Por isso, o clube não declarou os gastos realizados no relatório anual da entidade.

O UOL Esporte procurou Wagner Cruz para se manifestar sobre o caso. Ele não foi encontrado nas tentativas de contato telefônico e não respondeu ao e-mail enviado pela reportagem. O ex-presidente do clube, Wagner Pires de Sá, também não se manifestou sobre o caso.

Durante a gestão de Wagner Pires de Sá e Itair Machado, o clube pagou 13 intermediações de jogadores a agentes sem registro na entidade que rege o esporte no país, gastando R$ 13,2 milhões. Ainda apareceram na lista a Fatto Gestão por causa da renovação de Thiago Neves, a Veloz e Moraes Negócios e Consultoria Espotiva Ltda pela extensão contratual de Fábio, a Football Assessoria Serviços Esportivos Ltda pela venda de Vitinho, a Jeo Rafah Sports Eireli pela venda de Mayke, além de Uriel Perez Jaurena pela aquisição de Mancuello.

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