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Fla mostra cardápio farto e constrói segundo time de luxo em novo atropelo

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

02/07/2020 12h00

Classificação e Jogos

Mais do que a tranquila vitória por 2 a 0 contra o Boavista, o Flamengo voltou a dar uma demonstração da força do elenco repleto de astros que foi montado para a temporada de 2020.

Com a possibilidade de cinco substituições, o técnico Jorge Jesus voltou a lançar mão do cardápio farto que tem e mostrou que o Fla está alguns degraus acima dos rivais que, além de não terem material humano similar, ainda não estão em competição.

Assim como foi na vitória contra o Bangu, o Mister deu minutos para Diego, Pedro Rocha, Michael, Vitinho e Thiago Maia, que saíram do banco e mantiveram o ritmo. Pedro, que não contra o Alvirrubro, iniciou o jogo ante o Boavista e deixou seu gol. Com Gabigol preservado, o camisa 21 fez bem o trabalho de pivô e aproveitou a chance clara que teve.

As muitas mexidas não descaracterizaram a equipe, que não perde a vocação ofensiva. Ao contrário, as variações tornam o Rubro-negro um time ainda mais imprevisível e com jogadores que não guardam posição fixa e confundem os adversários.

"Um time que joga 90 minutos no campo do adversário tem que ter uma capacidade física e técnica. O Flamengo joga assim com o Boavista como faria se jogasse contra o Barcelona. Quem é o adversário não nos interessa, o que importa são as nossas ideias", afirmou Jorge Jesus à "FlaTV".

Contra a equipe da Região dos Lagos, o time terminou sem o clássico "9", função que foi ocupada por Bruno Henrique e até por Arrascaeta quando Pedro saiu. Com alternativas variadas do meio para a frente, o Rubro-negro terminou o jogo com Michael, Pedro Rocha, Vitinho e Bruno Henrique em campo. Dentre todos esses nomes para o ataque, o último é o único que tem status de "intocável" entre os 11.

"Chegamos no Brasil e implementamos essa mentalidade de jogar para a frente no Flamengo. Hoje tem mais equipes fazendo isso no país, marcando alto, jogando no campo adversário. Os nossos jogadores já não sabem nem gostam de jogar de outra maneira", disse o treinador.

Na Gávea, a melhor defesa é o ataque, estratégia que empurra os adversários para o seu campo e fez com que os zagueiros tenham menos trabalho. Com a equipe em mãos e um alto nível já atingido, Jesus faz os ajustes finos enquanto muitos dos principais adversários ainda tentam implantar suas ideias.

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