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'Estou maravilhado com o trabalho do Jorge Jesus', diz Abel Braga

Abel Braga antes do confronto entre Vasco da Gama e ABC pela Copa do Brasil - Thiago Ribeiro/Thiago Ribeiro/AGIF
Abel Braga antes do confronto entre Vasco da Gama e ABC pela Copa do Brasil Imagem: Thiago Ribeiro/Thiago Ribeiro/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/06/2020 00h10

Antecessor de Jorge Jesus no Flamengo, o técnico Abel Braga se disse 'maravilhado' com o trabalho do português. O treinador afirmou que o time rubro-negro está exibindo uma forma de jogar fantástica e que está sempre ganhando. Apesar dos elogios, Abel ainda lamenta a maneira como deixou o clube rubro-negro no ano passado.

"Eu tenho que parabenizar o Jorge Jesus pelo trabalho que ele está fazendo. Eu só saí magoado pela maneira com que o negócio foi tratado, não por contratarem o Jesus. Eu também fui contratado por outros times. (...) A maneira com que foi feita é que eu não achei correta. Agora eu estou maravilhado com o trabalho do Jesus. Sem demagogia. (...) Com a chegada do Jesus e mais quatro jogadores titulares - três na defesa e o Gérson - , o trabalho está ótimo. Em nenhum outro clube - nem em Portugal, Espanha ou França - ele vai ser tão querido como ele é no Flamengo. Além disso, o time exibe uma forma de jogar fantástica, está ganhando. A única coisa que pode mudar é a questão familiar ou a pandemia", declarou em entrevista ao Expediente Futebol, do Fox Sports, ontem (17).

Rebaixamento do Cruzeiro

Abel ainda explicou que ligações do elenco cruzeirense o motivaram a assumir o clube na reta final do Campeonato Brasileiro e disse não entender o que aconteceu para que o time fosse rebaixado. Além disso, o treinador contou que não conseguiria prever que o Cruzeiro estaria na atual situação pelo tempo que passou no clube em 2019.

"Eu não tinha esse hábito de pegar os clubes do meio para o final das competições. (...) Mas os jogadores me ligaram. Eu não queria, mas não tinha como me safar. E eu tenho uma gratidão muito grande com o Cruzeiro, que me recebeu quando eu me machuquei na época de jogador. (...) É um clube que vinha ganhando tudo e que teve um treinador por quase três anos. Conseguimos vencer o Corinthians fora de casa, tivemos um bom empate com o Fluminense, vencemos o São Paulo. Tivemos jogos interessantes. O ambiente era excepcional, a comissão técnica e a condição de trabalho também. E, em momento nenhum, o grupo colocou o problema financeiro como motivo. E o time era muito bom também. Não dá pra entender. Também não consegui, assim como o Rogério não conseguiu e o Adílson também não, depois de mim. Eu passei lá dois meses e não consegui prever que a situação fosse ficar tão grave como está", complementou.

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