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Botafogo promete acionar STJD por adiamento da tabela de retorno ao Carioca

Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo - Vitor Silva / Botafogo F.R.
Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo Imagem: Vitor Silva / Botafogo F.R.

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

18/06/2020 19h54

O Botafogo promete recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para ter um período de treinamentos e retornar ao Campeonato Carioca apenas em julho. O Alvinegro acionou o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), na tarde de hoje (18), pleiteando tais medidas, mas teve o pedido negado.

O Glorioso, assim como o Fluminense, não concordam com a data estipulada pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) para que voltem a campo. De acordo com a tabela discutida em arbitral, tanto o Alvinegro quanto o Tricolor têm compromissos nesta segunda-feira, contra Cabofriense e Volta Redonda, respectivamente.

O Fluminense vai voltar aos treinos presenciais amanhã (19), enquanto o Botafogo deve retomar as atividades no sábado. As diretorias alegam que, além do período necessário para treinamento, um retorno aos gramados em julho se mostra mais seguro, uma vez que, ao que tudo indica, os números da pandemia de coronavírus prometem ser mais brandos.

Carlos Augusto Montenegro, membro do comitê gestor do Futebol do Glorioso, em entrevista ao UOL Esporte ontem, afirmou que, caso houvesse manutenção das datas, o clube não disputaria o Carioca. O dirigente assegurou ainda não temer punições, apontando que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e autoridades sanitárias estariam ao lado do posicionamento dos dois clubes.

Na sentença do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ), o presidente Marcelo Jucá salientou que é notório que se atravessa uma situação nunca antes imaginada, mas ressaltou que os argumentos de Botafogo e Fluminense, colocados em uma balança, "não podem pesar mais".

"É notório que passamos por uma situação nunca antes vivida ou imaginada. A pandemia que assola o mundo afetou diretamente a vida profissional e até mesmo pessoal da maioria dos brasileiros e obviamente, por não estar em uma ilha, o esporte também está sofrendo muito com os efeitos do COVID-19. Os fundamentos jurídicos lançados pelos clubes requerentes são absolutamente razoáveis, mas se postos em uma balança conjuntamente com a soberana vontade da maioria, não podem pesar mais", diz trecho.

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