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Taison recorda episódio de racismo e não esconde desejo de voltar ao Inter

Taison, do Shakhtar Donestk, é eleito o melhor jogador da Ucrânia em 2019 - Reprodução
Taison, do Shakhtar Donestk, é eleito o melhor jogador da Ucrânia em 2019 Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/06/2020 13h16

Vítima de injúrias raciais por parte da torcida do Dínamo de Kiev na última temporada, o meia-atacante Taison cogitou deixar a Ucrânia. Convidado do Jogo Aberto de hoje, o jogador do Shakhtar Donetsk recordou o episódio e destacou a importância do combate ao racismo.

"A primeira coisa que eu fiz foi ligar para a minha mãe, e ela, de cabeça quente, falou para eu voltar. Eu nunca pensei que passaria por isso aqui, porque estou no país há 10 anos. A gente fica triste. Joguei bastante clássico e nunca tinha acontecido isso", relatou o jogador.

"Eu queria pegar as minhas coisas e ir embora. Passaram alguns dias, eu esfriei um pouco a cabeça e enfrentei isso. A gente não pode ficar calado. Não sou só eu dentro de campo que sofro isso. No dia a dia, a gente sabe como é que é", completou.

Em relação às manifestações de jogadores em diversas ligas após a morte de Geoge Floyd, Taison destacou a força dos atletas profissionais:

"O bom é que o mundo todo abraçou essa causa. No Brasil, teve protesto também sobre isso. A gente fica feliz, porque é muito importante para a gente. A gente precisa não ficar calado nesta hora. A gente precisa mostrar a força que tem. Como profissional, a gente tem muita força para mostrar para as pessoas que não ficaremos calados e defenderemos isso até o final", afirmou.

Volta ao Inter

Ligado do time ucraniano até o meio de 2021, Taison não escondeu o desejo de voltar ao Internacional. Após muitos anos no exterior, o jogador quer ficar perto da família.

"Aquela saudade que bate do Rio Grande do Sul, do dia a dia... Esses dias, até recebi uma mensagem do nosso treinador. Conversamos, mas vamos esperar para ver o fim dessa história", revelou o meia-atacante.

"Eu tenho mais um ano e meio de contrato. Espero que possa ocorrer da maneira que eu quero. Não é nem por causa de dinheiro, é por mim. Quero voltar para perto da minha família. Eu pretendo sim conversar com a direção do Inter em dezembro e ver o que a gente pode fazer", seguiu.

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