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Diretor cita 'sacrifício' do Fla e pede para Flu e Bota disputarem Carioca

Bruno Spindel, novo diretor de futebol do Flamengo, ao lado de Marcos Braz, vice de futebol - Foto:Alexandre Vidal / Flamengo
Bruno Spindel, novo diretor de futebol do Flamengo, ao lado de Marcos Braz, vice de futebol Imagem: Foto:Alexandre Vidal / Flamengo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/06/2020 15h21

Diretor executivo de futebol do Flamengo, Bruno Spindel pediu para os presidentes de Fluminense e Botafogo reconsiderarem a decisão de acionar a Justiça Desportiva para tentar reverter a retomada do Campeonato Carioca.

Convidado do Seleção SporTV de hoje, o dirigente recordou o "sacrifício" feito pelo Rubro-Negro no início do Estadual e pediu para os rivais, contrários à volta da competição, respeitarem a decisão do Conselho Arbitral e entrarem em campo.

Vale lembrar que, por conta do Mundial de Clubes, disputado no fim de 2019, o Flamengo iniciou o Carioca com jogadores do sub-20.

"A gente gostaria muito que os presidentes reconsiderassem as decisões deles e entrassem em campo no dia 22. Eu lembro a todos que o Flamengo tem se posicionado de forma muito clara sobre qual a importância do Campeonato Carioca para o futebol brasileiro e para o Flamengo; do quão charmoso o campeonato é", disse Spindel.

"O Flamengo sempre fez questão de colocar a melhor equipe possível desde o início do Carioca. O Flamengo foi a Doha, jogou a final do Mundial de Clubes. Pela Lei Pelé, a gente precisa dar 30 dias corridos de férias, e eles terminavam após o início do Carioca. Nem por isso o Flamengo fez qualquer recurso à Justiça Desportiva para adiar suas rodadas ou o Campeonato, e fez o máximo esforço possível para que os jogadores que foram à Doha entrassem em campo o mais rápido possível. Com cinco dias de treino, os atletas entraram em campo. O Flamengo também fez sua cota de sacrifício, e a gente entende que Fluminense e Botafogo também poderiam respeitar a decisão do Arbitral, dar o devido valor ao Campeonato Carioca e estar em campo na segunda-feira", completou.

Em relação à realização de jogos no Maracanã, onde há um hospital de campanha, o diretor rubro-negro afirmou que "não há nenhum risco" para ambas as partes. O estádio, que ontem completou 70 anos, será palco da primeira partida do Carioca desde a paralisação: Flamengo X Bangu, amanhã (18), às 21h.

"A gente é muito sensível à dor das pessoas na pandemia. O que a gente tem feito dentro do clube é ter todos os cuidados em relação ao desenvolvimento do protocolo, desinfecção do Maracanã e Centro de Treinamento, aprovação do protocolo em todas as instâncias. De forma nenhuma as instalações se comunicam ou a gente gera qualquer risco ao hospital de campanha. Neste sentido, a gente entende que não vamos colocar nenhum tipo de risco em relação ao hospital e que estaremos cuidando da saúde dos atletas e de quem vai trabalhar no evento", afirmou.

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