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Como Atlético gasta R$55 mi no mercado em meio a atrasos e crise financeira

Empresário Rubens Menin e o filho Rafael Menin financiam o mercado da bola do Atlético-MG em 2020 - Foto: Bruno Santos - 26.set.19/Folhapress
Empresário Rubens Menin e o filho Rafael Menin financiam o mercado da bola do Atlético-MG em 2020 Imagem: Foto: Bruno Santos - 26.set.19/Folhapress

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

15/06/2020 04h00

Resumo da notícia

  • O Atlético-MG vai desembolsar mais de R$ 55 milhões com a chegada de reforços
  • O clube já se acertou com o zagueiro Bueno, os volantes Alan Franco e Léo Sena e o atacante Marrony
  • A diretoria espera, nos próximos dias, confirmar também a contratação de Keno
  • Como o Galo, que ainda deve salários ao elenco, consegue gastar tanto no mercado da bola?
  • A explicação passa pela atuação da família Menin nos bastidores, seja com doações ou empréstimos

O Atlético-MG vai desembolsar mais de R$ 55 milhões com a chegada de reforços. O clube já se acertou com o zagueiro Bueno, os volantes Alan Franco e Léo Sena e o atacante Marrony. A diretoria espera, nos próximos dias, confirmar também a contratação de Keno. Mas como o Galo, que ainda deve salários ao elenco, consegue gastar tanto no mercado da bola? A explicação passa pela atuação da família Menin nos bastidores. O grupo se divide entre empréstimos e doações para salvar o time na janela de transferências.

O clube já se comprometeu a pagar R$ 4,4 milhões por Léo Sena, US$ 2,5 milhões (R$ 12,6 milhões) por Alan Franco, US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) por Bueno e R$ 20 milhões por Marrony. A proposta por Keno, conforme antecipado pelo UOL Esporte, é de três milhões de euros (R$ 17 milhões na cotação atual). Ao todo, a janela de transferências atleticana durante a paralisação será avaliada em R$ 55,5 milhões. Cada pagamento conta com uma particularidade. Alguns serão feitos à vista, enquanto outros ocorrerão de forma parcelada.

Em todos os negócios, a diretoria conta com o auxílio de Rubens Menin e Rafael Menin. São os dois quem se encarregam de financiar as contratações na Cidade do Galo em 2020. A dupla, por exemplo, já paga parte da remuneração de Jorge Sampaoli. De acordo com o presidente Sérgio Sette Câmara, a ajuda é por meio de doação.

Sobre as contratações, eles se dividem. Além do repasse sem cobranças, a dupla também faz empréstimo ao clube. Os valores, conforme revelado pelas partes, é corrigido conforme taxa Selic.

"Estou meio por fora, você vai acreditar nisso? Quem mexe com essa situação é o Rafael [Menin]. Eu posso falar que teve um pouco dos dois, empréstimo e também doação. [O Atlético] Estava precisando dar uma arrumada lá e, como o Rafael está na mesa-diretora do Conselho Deliberativo [como vice-presidente], ele quem cuida mais disso", disse Rubens Menin ao UOL Esporte.

O balanço financeiro do Atlético de 2019 informa que o clube tem R$ 311,6 milhões em empréstimos. Destes, R$ 158,9 milhões são com pessoas físicas ou pessoas jurídicas não financeiras.

A reportagem tentou contato com Rafael Menin para detalhar os repasses ao clube. O vice-presidente do Conselho Deliberativo, entretanto, não atendeu aos telefonemas da equipe, feitos entre sábado (13) e ontem (14).

É certo que a contribuição da dupla não deve parar por aí. O Galo ainda procura novos reforços no mercado da bola. Júnior Alonso, zagueiro paraguaio do Lille, da França, está na mira do clube. Um empréstimo está completamente descartado pelos franceses.

O Atlético ainda contou com o aporte da família Menin em outros eventos de 2020. A dupla foi responsável por financiar a compra de Allan por 3,5 milhões de euros (R$ 16,3 milhões à época) e o empréstimo de Guilherme Arana, avaliado em 2,5 milhões de euros (R$ 11,7 milhões na ocasião). O investimento na dupla foi de R$ 28 milhões. Em maio passado, eles emprestaram cerca de R$ 4,4 milhões para o quitar uma dívida por Maicosuel na Fifa.

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