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Para Dedé, demissão de Mano Menezes pesou no rebaixamento do Cruzeiro

Zagueiro Dedé, do Cruzeiro - Vinnicius Silva/Cruzeiro
Zagueiro Dedé, do Cruzeiro Imagem: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/06/2020 00h41

Dedé, zagueiro do Cruzeiro, afirmou que a demissão de Mano Menezes foi um dos principais fatores para o rebaixamento do Cruzeiro no ano passado. Na opinião do jogador, o treinador foi um dos melhores com que já trabalhou.

"O Mano Menezes é um dos melhores treinadores com quem trabalhei na minha carreira. Ele foi o primeiro treinador a me chamar para a seleção. Tenho várias boas recordações com ele, e não só de títulos. (...) Quando o Mano chegou no Cruzeiro, eu estava em processo de recuperação e todo dia ele me apoiava, me incentivava, dizendo que eu seria importante para o time. Só tenho o que agradecer ao Mano. (...) Uma das coisas que pesou para o rebaixamento foi a demissão do Mano. Apesar do momento ruim, ele sabia se impor. Mas é muito difícil explicar. É difícil", afirmou o defensor em entrevista ao Aqui com Benja, no Fox Sports.

Ainda sobre o rebaixamento, Dedé afirmou que não havia rachas no elenco. O zagueiro confirmou, no entanto, que houve problemas extracampo envolvendo alguns jogadores e disse que sempre cobrou bom comportamento de todo elenco, assim como fez com Thiago Neves.

"O elenco era unido demais. O que a gente mais fazia era ajudar o outro. Pode perguntar pra todo mundo. Sempre demos atenção a todos. Teve uma fase em que a imprensa falou coisas, mas nunca de elenco rachado. Teve problemas extracampo, mas nada de elenco rachado. Toda atitude errada, eu cobrava. O meu também estava na reta. Eu cobrei o Thiago Neves, mas não foi aquele negócio de briga. Foi uma cobrança, pensando no time. e eu cobrava todos. Desde o Fábio até o jogador mais novo", complementou.

O zagueiro ainda negou que o elenco cruzeirense tenha se unido para derrubar Rogério Ceni. Dedé, entretanto, não negou a insatisfação dos jogadores na passagem do treinador do Fortaleza pelo Cruzeiro.

"Nunca teve no Cruzeiro essa história de derrubar treinador. Teve erros de jogadores e do Rogério Ceni. Mas eu tenho certeza que ninguém jogou pra derrubá-lo. Teve insatisfação. Isso é normal do futebol, mas poderia ter sido resolvido com conversa. (...) O time precisava de resultado e na fase do Rogério Ceni, não conseguimos dar resultado. O que passou para imprensa e para diretoria foi a situação de conflito. E isso complicou um pouco a situação", complementou.

Salários atrasados

O defensor falou sobre a atual situação do Cruzeiro e comentou como os salários atrasados podem atrapalhar o rendimento dos jogadores.

"Ficar sem receber afeta. Tem jogador que tem uma gordura para queimar. Tem outros que não, que investiram, que têm família grande pra sustentar. Isso mexe com o psicológico. Eu tento não me abalar com dificuldade do clube, mas eu acredito que mexe com o jogador sim. Tira uma parte do foco do jogo. Traz preocupação. Atrapalha o rendimento", disse.

Dedé admitiu que o Cruzeiro tem uma dívida alta com ele, mas afirmou que tenta entender a situação do clube.

"O Cruzeiro tem uma dívida alta comigo sim. Eu não sou de ficar cobrando. Tento entender as intenções do clube comigo e como vão tentar pagar. É uma dívida que está começando a ficar muito grande"

Propostas de outros clubes

O jogador do Cruzeiro afirmou que foi procurado por Vasco e Atlético-MG em 2020. Dedé disse que tem a intenção de continuar no Cruzeiro e que não pretende definir seu futuro antes de se recuperar fisicamente.

"O Vasco entrou em contato, sim. Mas eu não podia dar uma resposta porque eu estava com a lesão grave no joelho. E eu ainda tenho vínculo com o Cruzeiro. É difícil eu falar de voltar para o Vasco. Eu estou focado na recuperação. Nem sei se vou ficar 100%. O pessoal pergunta se vou voltar para o Cruzeiro, sendo que eu nem saí. Mais difícil falar sobre o Vasco. Teve proposta do Atlético-MG também, mas fica inviável. Tenho uma história muito bonita no Cruzeiro, marcada mais por títulos que por derrotas. Eu vou fazer de tudo para sair bem do Cruzeiro quando isso acontecer. Mas ainda penso em continuar", declarou.

Dedé admitiu que foi procurado - informalmente - pelo Flamengo em 2019. O defensor afirmou que recebeu ligações de Abel Braga, então treinador do clube rubro-negro. Na opinião do zagueiro, a saída de De Arrascaeta para o time carioca travou sua negociação.

"Sobre acordo entre Cruzeiro e Flamengo, não sei de nada. O Abel me ligou, disse que me queria no Flamengo. (...) Era uma proposta muito boa para o Cruzeiro, ele me disse, então deixei para que os diretores se entendessem. Eu não queria sair pela porta dos fundos. Depois, teve a situação de o Arrascaeta sair. Acho que isso travou minha ida, a procura, porque nada chegou para mim", disse.

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