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Santos tem ataque menos efetivo desde quando tinha Rei Pelé como cartola

Santos de Jesualdo Ferreira não convenceu o torcedor no início de 2020 - Ivan Storti/Santos FC
Santos de Jesualdo Ferreira não convenceu o torcedor no início de 2020 Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Do UOL, em Santos (SP)

12/06/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Santos de Jesualdo Ferreira tem apenas 13 gols em 12 jogos
  • Ataque não era tão ruim desde 1994, quando Pelé era cartola
  • Time daquela época precisou de 15 jogos pra fazer 13 gols

Com um trabalho ainda recente no comando do Santos, Jesualdo Ferreira, contratado para substituir o argentino Jorge Sampaoli, acumula apenas 12 jogos à frente no time do Peixe. Até aqui, porém, alguns números ainda jogam contra o treinador português. Um exemplo é o ataque: são apenas 13 gols feitos, uma média de pouco mais de um tento por partida.

A marca faz com que o Santos da atual temporada, ao menos por enquanto, ganhe a alcunha de o menos goleador dos últimos 26 anos. Ou seja: desde 1994 que a equipe da Vila Belmiro não tinha um desempenho no ataque tão ruim nos 12 primeiros jogos da temporada.

Dos 12 confrontos disputados em 2020, sendo dez pelo Campeonato Paulista e dois pela Libertadores, o Santos saiu de campo sem balançar as redes adversárias em cinco deles. Os gols da temporada foram marcados por Sasha (2), Raniel (2), Arthur Gomes (2), Diego Pituca, Carlos Sánchez, Jóbson, Kaio Jorge, Lucas Veríssimo, Yuri Alberto e Pablo Diogo (do Guarani, contra).

Já em 1994, o Santos precisou de 15 jogos — três a mais que a atual temporada — para marcar 13 gols. Na ocasião, Pepe, o Canhão da Vila, iniciou a temporada como treinador. Depois de 13 partidas com uma fraca campanha no Paulistão, incluindo a derradeira derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, o Canhão da Vila acabou deixando o cargo para a chegada de Serginho Chulapa.

Vale lembrar que, no início daquele ano, Pelé virava um "cartola" ao assumir o cargo de diretor de relações internacionais do Santos, na então gestão do presidente Miguel Kodja Neto.

Durante esse mandato como diretor o Rei do Futebol se desentendeu com o então mandatário e se afastou do clube, retornando depois na gestão do presidente Samir Abdul-Hak — que assumiu o cargo com a renúncia de Miguel Kodja.

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