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'Fatia' polêmica de Marrony não preocupa Atlético-MG e Vasco em negócio

Marrony comemora após marcar pelo Vasco contra o Volta Redonda - Thiago Ribeiro/AGIF
Marrony comemora após marcar pelo Vasco contra o Volta Redonda Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Alexandre Araújo, Bruno Braz e Thiago Fernandes

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG)

12/06/2020 04h00

As negociações entre Atlético-MG e Vasco pelo atacante Marrony avançam e estão perto de serem concretizadas. Paralelamente a isso, as partes envolvidas nas tratativas não acreditam que a transação realizada pelo Volta Redonda com 10% dos direitos econômicos do jogador possa impedir um acerto.

No acordo entre os clubes, o Galo vai desembolsar R$ 20 milhões para adquirir 80% dos direitos de Marrony -- 50% que o Vasco detém,
20% do Volta Redonda e outros 10% que foram vendidos pelo Voltaço a um empresário. Já o Cruz-Maltino permanecerá com os 20% restantes.

Segundo o UOL Esporte apurou, o Vasco está à frente de toda a conversa com o Atlético-MG, sem o envolvimento direto do Volta Redonda. Os dois clubes ativos na negociação, inclusive, não veem o fato de o Voltaço ter vendido 10% dos direitos econômicos do atacante a um terceiro como um obstáculo para o final feliz.

Ainda de acordo com apuração, pessoas ligadas a Marrony foram, recentemente, procuradas por um empresário que ofereceu uma transação envolvendo esses 10% adquiridos juntos ao Volta Redonda. A pauta, porém, foi rechaçada.

Trecho do contrato que, supostamente, seria o de cessão dos 10% de Marrony - Divulgação - Divulgação
Trecho do contrato que, supostamente, seria o de cessão dos 10% de Marrony
Imagem: Divulgação

Até o início das tratativas com o Atlético-MG, o Vasco tinha 70% dos direitos de Marrony, e o Volta Redonda, 20% — valores registrados nos respectivos balanços referentes à última temporada. Anteriormente, o clube da "Cidade do Aço" tinha 30%, mas, em 2018, negociou 10% por R$ 100 mil, segundo aponta documento que, supostamente, remete a esta venda.

A transação foi confirmada por Flávio Horta Júnior, vice-presidente do Volta Redonda. Desde 2015, a Fifa não permite que os direitos econômicos dos atletas estejam sob o controle de terceiros, apenas clubes estão aptos e envolvidos nas transferências de jogadores, o que pode gerar punições esportivas.

O UOL Esporte voltou a tentar contato com o empresário citado no contrato que apontaria que o Volta Redonda teria feito a cessão dos direitos, mas não obteve respostas.

Em redes sociais, o homem indicado no documento aparece em diversas fotos ao lado de Marlei Feliciano, que tem participação na "Pantera Sport", empresa de agenciamento de jogadores. Na última quarta-feira (10), o UOL Esporte entrou em contato com Marlei para esclarecer se a empresa tinha envolvimento com a negociação dos tais 10%, mas ele assegurou que "desconhecia qualquer comentário relacionado à situação" e que as dúvidas deveriam ser tiradas com o Flávio Horta e Alexandre Campello, presidentes do Volta Redonda e Vasco, respectivamente.

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