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O esporte parece irrelevante, diz Eto'o sobre pandemia de coronavírus

O ex-jogador do Barcelona Samuel Eto"o - Getty Images
O ex-jogador do Barcelona Samuel Eto'o Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

03/06/2020 09h18Atualizada em 03/06/2020 09h59

O jogador camaronense Samuel Eto'o disse que o esporte parece irrelevante em momentos como este em que o mundo enfrenta a pandemia do novo coronavírus. Ele publicou um artigo de opinião no site da Fifa ontem e abordou diversos assuntos.

Eto'o aproveitou o espaço no site da organização para falar sobre os problemas causados pela covid-19 e dividir um pouco da sua história com os torcedores.

"Ligas, torneios e eventos foram adiados em todo o mundo. Embora essa seja obviamente uma medida necessária, sinto que é importante - embora nunca deseje banalizar as coisas - dizer que, quando tudo estiver terminado, também devemos olhar para a alegria que o esporte pode trazer para a nossa comunidade global", escreveu ele.

Eto'o também ressaltou a conexão que o esporte pode proporcionar na vida das pessoas: "Embora esse vírus esteja dividindo e isolando, o esporte pode unir e conectar".

Lembranças da infância

O camaronês também falou sobre a sua infância na África e como as suas dificuldades somadas à sua paixão por futebol o levaram para a elite do esporte.

"Como bilhões de outras pessoas, eu cresci jogando futebol na rua com outras crianças. Todos juntos. Todo dia. A vida girava em torno de encontrar meus amigos e chutar uma bola", escreveu ele.

Ele também contou que não recebeu apoio dos pais logo de cara e que teve que cabular aula para jogar com os amigos - a melhor escolha que ele fez na infância.

"Durante a pandemia, estive pensando nas memórias maravilhosas que o futebol me trouxe durante a infância. Eu vivia e respirava futebol, mas meus pais eram muito duros comigo", explicou.

"Um dia teve um jogo na minha cidade e tive que me esconder para poder jogar. O que eu não sabia é que meu pai estava com alguns amigos no bar em frente ao campo", contou Eto'o. E continuou: "Tudo o que fiz naquele dia, naquele jogo, me deu meu 'passe' para jogar futebol livremente. Porque meus pais não sabiam [até aquele momento] que eu parecia ter um talento natural para o futebol".

Após ver o filho jogando, o pai de Eto'o decidiu apoiá-lo no esporte.

"Eu virei o herói do meu bairro depois daquele jogo. Naquele dia, quando voltei para casa, meu pai me disse: 'Você é tão bom, vi sua partida hoje. Vou conversar com sua mãe para que você possa continuar jogando'", contou o jogador.

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