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Libertadores dá segurança para Jesualdo no tumultuado Santos

Jesualdo Ferreira, durante treino do Santos no CT Rei Pelé - Ivan Storti/Santos FC
Jesualdo Ferreira, durante treino do Santos no CT Rei Pelé Imagem: Ivan Storti/Santos FC

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

02/06/2020 04h00

No fim de fevereiro, o Santos cogitava fazer uma mudança no seu comando técnico. Existia uma insatisfação interna com o trabalho de Jesualdo Ferreira. Quatro meses depois, hoje, o treinador português se sente seguro no cargo. Tal sentimento é reflexo do bom desempenho do time no início da Copa Libertadores.

A equipe conseguiu, no entanto, engatar uma sequência que serviu para acalmar os ânimos dos críticos. O Santos empatou com o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista, e depois obteve resultados consistentes ao derrotar o Defensa y Justicia, fora de casa pelo torneio continental, e também ganhar do Mirassol (no Estadual) e do Delfín (na Libertadores).

Dessa forma, o clube ficou na primeira colocação no seu grupo no torneio internacional e também na liderança de sua chave no Estadual, apesar da derrota para o São Paulo na última partida antes da paralisação dos torneios devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo apurou a reportagem, essas partidas fizeram com que a desconfiança em relação à metodologia do treinador português diminuísse. Agora, o comandante já se mostra mais seguro no cargo.

"Muitas vezes as dificuldades dão ganhos que não esperamos. Foi uma conquista de um espaço dentro do clube, e dentro da equipe, para termos o nosso trabalho estável e com fé. Esse espaço está encontrado. É importante que os brasileiros entendam que quando há um profissional de outro país ele também tem créditos. O poder do futebol brasileiro é tão grande que não tem muito espaço para que penetrem outras ideias", disse Jesualdo em entrevista ao jornal português "A Bola".

Vale destacar que na época que era mais questionado, o português ganhou fôlego por causa dos salários e encargos da comissão que deveriam ser pagos até o fim da temporada — total de R$ 13,2 milhões naquela ocasião — e o desgaste político que tal decisão traria. Jesualdo tem contrato com o Santos até o término deste ano. Ainda não se sabe quando as atividades serão retomadas por causa da pandemia do novo coronavírus.

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