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Juca: "Organizados violentos são 7%. É menos que na população brasileira"

Do UOL, em São Paulo

02/06/2020 04h00

As torcidas organizadas de clubes de futebol são marcadas há décadas pelos atos violentos promovidos dentro e fora dos estádios por membros delas, crítica também citada após a liderança dos grupos nos protestos do último domingo (31). Mas há um estudo que aponta que a maior parte desses torcedores não se envolvem em ações violentas.

No podcast Posse de Bola #35, o jornalista Juca Kfouri analisa o percentual de torcedores violentos apontando dados do sociólogo Maurício Murad, que estuda o caso das torcidas de futebol e já publicou livros a respeito do assunto.

"Falando de ciência, é difícil falar de ciência no Brasil hoje em dia, não é? Tem pesquisas feitas pelo professor Murad, que é certamente um dos grandes especialistas sobre questão violência de torcida no Brasil. Ele diz que no máximo 7% dos torcedores organizados são os da violência", afirma Juca (disponível no vídeo acima a partir de 15:02).

"Eu diria a você que essa é uma porcentagem muito menor do que na população brasileira tem de gente violenta. Então, vamos parar com essa coisa de dizer que torcida organizada é sinônimo de violência. Não é não, é a minoria, e seria muito fácil parar com isso, não se para porque não quer", completa o jornalista.

Eduardo Tironi pondera que as ações dos torcedores violentos acabam ganhando maior evidência e compara também com a reação das pessoas que se notabilizam pelo discurso mais violento nas redes sociais.

"A questão é que, assim como a gente vê nas mídias sociais, por exemplo, esse tipo de gente mais violenta é mais barulhenta, eles estão toda hora na ativa e tudo mais. E são esses caras que podem ser uma minoria, de fato, das organizadas, são caras que, quando entram em ação, fazem muito barulho, depredam e fazem muito mais coisas. E o que esses caras fazem, realmente tem notoriedade, tem tamanho, tem repercussão", conclui Tironi.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter). A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts.

Você pode ouvir o Posse de Bola em seu tocador favorito, quando quiser e na hora que quiser. O Posse de Bola está disponível no Spotify e na Apple Podcasts, no Google Podcasts e no Castbox . Basta buscar o nome do programa e dar play no episódio desejado. No caso do Posse de Bola, é possível ainda ouvir via página oficial do UOL e YouTube do UOL. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

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