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Marcelo acusa ex-Vasco de racismo: "Não falei porque queria encontrar ele"

Marcelo acusou Maxi López de racismo em clássico entre Botafogo e Vasco em 2019, pelo Carioca - VITOR SILVA/SSPRESS/BOTAFOGO
Marcelo acusou Maxi López de racismo em clássico entre Botafogo e Vasco em 2019, pelo Carioca Imagem: VITOR SILVA/SSPRESS/BOTAFOGO

Do UOL, no Rio de Janeiro

01/06/2020 21h23

Marcelo Benevenuto, zagueiro do Botafogo, acusou o atacante argentino Maxi López, ex-Vasco, de ter feito declarações racistas em 2019. O caso, segundo o jogador alvinegro, aconteceu durante um duelo pela Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, daquele ano.

De acordo com Benevenuto, Maxi López, irritado com a forte marcação que vinha recebendo no decorrer do duelo, o chamou de "preto de merda". O zagueiro revelou ainda que, à época, não tornou o caso público porque queria encontrar o atacante novamente. Maxi, porém, deixou São Januário em maio, antes que um novo confronto entre eles pudesse acontecer.

"Se o jogo não acaba eu seria expulso. Foi o jogo que eu fiz o gol até. O que eu mais queria era a oportunidade de jogar com ele de novo. Eu estava marcando ele, colado mesmo, marcando junto. Sem bater nem nada. Primeiro ele fez uma falta que me jogou no chão. Logo depois ele me xingou várias vezes. "Preto de merda, preto de merda". Nossa senhora, na moral, respirei fundo, me controlando. Não falei nada porque queria encontrar ele em um próximo jogo contra eles, mas não aconteceu. Único cara escroto que joguei contra foi ele. Fiquei doido com ele, mas acabou que não fiz nada. Nem tinha falado nada com ninguém. Tentei ignorar, mas fiquei remoendo isso em casa por um tempão. Fiquei esperando jogar contra ele, mas ele saiu do Vasco", disse, em entrevista ao Canal do TF.

Cria das categorias de base do Botafogo, Marcelo Benevenuto foi promovido ao elenco profissional em 2017 e passou a ser mais utilizado no ano passado. Já Maxi López, chegou ao Vasco em 2018, como uma das grandes contratações da temporada, e deixou a Colina ainda no primeiro semestre do ano passado, após saber que não seria relacionado pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo para uma partida do Campeonato Brasileiro.

Esta não seria a primeira acusação deste tipo envolvendo o nome do argentino. Em 2009, o lateral Elicarlos, do Cruzeiro, apontou Maxi, que na ocasião estava no Grêmio, de tê-lo chamado de "macaco", em partida válida pela semifinal da Libertadores. Um boletim de ocorrência chegou a ser aberto. O centroavante negou as acusações e, na ocasião, disse que "Não houve nada".

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