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Mauro Naves: 'Coutinho está jogando sua camisa na seleção pra quem pegar'

Philippe Coutinho, em baixa no Bayern de Munique, vê sua carreira ameaçada pelo "efeito James" - Christof Stache/AFP
Philippe Coutinho, em baixa no Bayern de Munique, vê sua carreira ameaçada pelo "efeito James" Imagem: Christof Stache/AFP

Colaboração para o UOL, em São Paulo

31/05/2020 20h55

Comentarista dos canais Fox Sports, Mauro Naves avaliou o momento de Philippe Coutinho na seleção brasileira e afirmou que o meio-campista está jogando fora seu lugar na equipe de Tite

O jornalista acredita que o grande problema de Coutinho é a falta de se impor. Para Mauro Naves, o jogador teria um papel fundamental no esquema da seleção, mas como não tem correspondido tecnicamente, Tite tem procurado substitutos.

"É falta de se impor mesmo, inclusive na seleção brasileira. Ele está jogando para cima a camisa dele, para ver quem vai pegar. Era dele. O esquema do Tite passava muito pelos pés do Philippe Coutinho e ele não correspondeu como a comissão técnica esperava e a gente também. Estão buscando outros para substituir: já foi o Renato Augusto, o Paquetá (...) E ele não agarrou sua camisa no Bayern também. Acho que não buscaram ele à toa. Buscaram para ele entrar no time, no meio-campo. Ele foi escolhido a dedo. Acharam que ia dar certo", declarou em participação no A Última Palavra, do Fox Sports, hoje.

Outro comentarista presente na atração, Zinho endossou as palavras do companheiro. O ex-atacante disse que desde a saída do Liverpool, Coutinho não tem rendido como o esperado.

Zinho ressaltou também que a postura introvertida do atleta pode ser um problema em sua carreira e cobrou mais vibração e participação de Coutinho dentro de campo.

"Quando ele foi do Liverpool para o Barcelona, todos achavam que ele iria decolar, por ir para um modelo de jogo talvez mais compatível com o dele. E ele não conseguiu ser esse destaque todo. Jogou só algumas boas partidas. Aí, ele é emprestado para o Bayern, que já tem outro estilo de jogo e ele não assume o protagonismo. É a característica do atleta. É muito bom tecnicamente. Já fez jogos muito bons na seleção, mas oscila. E ele é meio introvertido. Acho que esse jeito de ser não agrada a maioria dos treinadores. Ele precisa ser mais vibrante, mais participativo, mais enérgico", complementou.

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