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Chaves não se arrepende de perdoar dívida do Fluminense: 'Sou muito grato'

Zagueiro Renato Chaves atuou três temporadas no Fluminense antes de se transferir para o Al-Wehda - Thiago Ribeiro/AGIF
Zagueiro Renato Chaves atuou três temporadas no Fluminense antes de se transferir para o Al-Wehda Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

23/05/2020 04h00

Foram três anos no Fluminense. Uma vitrine que lhe rendeu uma sedutora proposta da Arábia Saudita. Seduzido pela oferta, Renato Chaves abriu mão de toda a dívida que o Tricolor tinha com ele e se transferiu para o Al-Wehda, onde já se encontra na segunda temporada e adaptado.

Grato ao Tricolor, o zagueiro de 30 anos garante que não se arrepende da decisão que tomou para assumir o desafio internacional.

"É verdade. Abri mão da dívida que o Fluminense tinha comigo quando me transferi. Fiz isso por respeito à instituição e aos funcionários do clube, pois sabia das dificuldades, e não me arrependo. Sou muito grato ao Fluminense", destacou ao UOL Esporte.

Mesmo de longe, Chaves ainda mantém amizade com muitos que ainda estão no clube das Laranjeiras e, sempre que pode, acompanha as notícias de seu ex-clube. Sobre um possível retorno, deixa em aberto.

"Acompanho muito pouco, mais por causa do fuso horário, mas sempre que posso dou uma olhada nas redes sociais e na internet para ver como o clube está indo. Deixei muitos amigos no Fluminense e falo com muitos deles até hoje. Sobre voltar, meu pensamento agora é continuar fora do Brasil por mais algum tempo, mas o futuro a gente nunca sabe. Tenho um carinho muito grande pelo clube e por sua torcida", disse.

Interesse do Besiktas

Nesta semana, sites italianos e turcos divulgaram um interesse do Besiktas (TUR) em Renato Chaves. O zagueiro, no entanto, deixa a situação nas mãos de seu empresário:

"Essa questão quem está à frente é um amigo meu, que se chama Léo Cornacini. Por enquanto, estou na minha casa no Brasil e focado apenas nos meus treinamentos para voltar em forma depois da pandemia. Meu futuro por enquanto é ficar no Al-Wehda, onde me sinto muito bem."

Veja outras respostas de Renato Chaves:

UOL Esporte: Você vive um bom momento na Arábia com sequência de jogos, gols e o time também disputando bem as competições. Sua adaptação foi mais rápida do que imaginava?

Renato Chaves: "Com certeza. No ano em que cheguei ao clube, o elenco estava sendo totalmente reformulado. Eram 30 jogadores novos, que se conheceram durante a pré-temporada. Além disso, o time tinha acabado de subir da segunda divisão, o que poderia ter dificultado um pouco, mas não foi o que aconteceu. Terminamos a liga na quinta colocação com uma ótima campanha e este ano estamos em terceiro, na zona de classificação para a Champions da Ásia, competição que dá uma vaga no Mundial de Clubes da Fifa."

UOL Esporte: Você foi para o Al-Wehda a pedido do Fábio Carille. A saída dele do comando técnico, de algum modo, te preocupou?

Renato Chaves: "Sim, foi ele quem pediu a minha contratação. A saída dele mexeu um pouco no início, pelo fato dele ter ficado pouco tempo, mas me acostumei rápido, muito por conta da torcida, que sempre me abraçou e me apoiou muito."

UOL Esporte: E o choque cultural de morar na Arábia? Sentindo falta do samba e do churrasco?

Renato Chaves: "Realmente, é uma cultura bem diferente, mas está sendo um grande aprendizado. Sinto falta da boa comida brasileira e do samba, é claro, mas vindo uma vez por ano com minha esposa dá para matar a saudade."

UOL Esporte: Por qual motivo você decidiu retornar ao Brasil durante a quarentena?

Renato Chaves: "Voltei ao Brasil porque aqui tenho mais espaço para realizar meus treinamentos. Lá na Arábia, eu moro em um apartamento, o que limita muito minhas atividades físicas. Aqui tenho onde correr e consigo até treinar com bola, o que seria impossível se eu continuasse lá. Além disso, também estou perto da minha família, o que dá um conforto nessa época de quarentena."

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