PUBLICIDADE
Topo

Corinthians: Sheik diz que finanças atrapalharam trabalho como dirigente

Emerson Sheik concede entrevista ao UOL em dezembro de 2018 - Marcio Komesu/UOL
Emerson Sheik concede entrevista ao UOL em dezembro de 2018 Imagem: Marcio Komesu/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/05/2020 14h40

Para Emerson Sheik, a situação financeira do Corinthians atrapalhou seu trabalho como coordenador de futebol. Convidado do Jogo Aberto de hoje, o ex-jogador destacou o aprendizado adquirido em 2019, mas admitiu que 'não conseguia fazer nada' no Alvinegro por conta dos problemas financeiros.

Admitindo que o momento do time, na época comandado por Fábio Carille, não era bom, Sheik contou que as críticas de parte da torcida também culminaram em sua saída do Alvinegro.

"Eu fiquei dez meses. Eu vi o outro lado, que o atleta não enxerga. Aprendi muito. Busquei conhecimento. Eu visitei a Roma, o Real Madrid, o Barcelona. Tinha muitas ideias de fora, só que, tirando o Flamengo, talvez, a realidade financeira dos clubes é muito complicada. Não conseguia fazer absolutamente nada. Não conseguia implantar nada do que fui aprender fora. O momento do clube não era bom, o time não conseguiu entender o que o Fábio queria. Então, as coisas não aconteceram", recordou o ex-jogador.

"Eu vi o torcedor, que tem uma paixão absurda por mim, me xingando, e eu não queria apagar a história linda que eu tenho dentro do clube por não estar dentro de campo e poder fazer da minha maneira ou de estar fora e poder fazer fora. Então, eu não podia fazer dentro e também não tinha como fazer fora. Então, decidi sair. Entendi que não estava agregando", completou.

Em relação a ação movida por Paulo André contra o Corinthians, cobrando horas extras e adicional noturno por partidas disputadas aos domingos e à noite, Sheik reprovou a atitude do ex-jogador:

"Penso eu que não. Se eu, Emerson, fizesse isso, seria um erro. (...) Não concordo. Acho que os salários são bons, que justificam os jogos aos sábados e domingos. Eu, particularmente, não entraria na Justiça contra nenhum dos que já joguei para cobrar sábado e domingo. Eu não concordo".

Sheik ainda recordou da final da Libertadores de 2012, contra o Boca Juniors, especialmente da mordida no zagueiro Caruzzo. O ex-jogador recordou a troca de provocações com o adversário, assim como a preocupação de Tite às vésperas da decisão.

"A preocupação do Tite era comigo. Eu poderia ter tido o nível de concentração altíssimo, como eu tive, e poderia fazer uma besteira com cinco, dez minutos. Eu entrei na partida extremamente focado. Raramente ouvia o som dos torcedores", contou Sheik, que seguiu:

"Eu vi o Caruzzo abalado no início da partida. Na primeira provocação com ele, que as imagens não mostram, ele me puxa e eu envio o dedo na barriga dele, e com força. Gente, não é exemplo para ninguém, mas faz parte às vezes. Eu vi que ele sentiu muito. Aí eu comecei a fazer toda aquela situação em cima dele. Em momento algum eu fiquei abalado com ele. Em momento algum eu daria um soco nele. (...) Eu não sei que maluquice eu tive de morder o cara. Sou um maluco mesmo", brincou.

UOL Esporte vê TV