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Pivô de crise no SPFC retorna em impasse de venda de respiradores para a BA

Ex-presidente Carlos Miguel Aidar durante treino do São Paulo, realizado no CT da Barra Funda - Ricardo Nogueira/Folhapress
Ex-presidente Carlos Miguel Aidar durante treino do São Paulo, realizado no CT da Barra Funda Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress

José Eduardo Martins e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

18/05/2020 04h00

O misterioso Jack Banafsheha ressurgiu. O empresário foi pivô de polêmica durante a gestão de Carlos Miguel Aidar na presidência do São Paulo, entre 2014 e 2015. Agora, ele reaparece como negociante na venda para os estados do Nordeste de aparelhos respiradores para o tratamento da pandemia do novo coronavírus.

A transação no Nordeste está travada. O governo da Bahia, que representou os estados da região, pagou R$ 49 milhões antecipadamente para a empresa Ocean 26 por 80% do preço do primeiro lote de 600 aparelhos. No entanto, a firma norte-americana, que tem sede em Los Angeles, na Califórnia e Jack como CEO, disse que por questões diplomáticas só poderia entregar 100 aparelhos. O prazo inicial de entrega era até o dia 20 de abril e agora o governo baiano acerta os detalhes para o ressarcimento.

"O governo do estado através da procuradoria geral do estado está em contato com a empresa alinhando a devolução. Tivemos reunidos em vídeo [com o Jack/Ocean 26] e o andamento das tratativas tem sido positivo até então. Amanhã (hoje), teremos um cronograma", disse o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Villas-Boas.

Curiosamente, na época das polêmicas no São Paulo, Jack era visto como um laranja e muitos nem sequer acreditavam em sua existência. No fim de 2014, ele era o proprietário da Far East, firma com sede em Hong Kong que iria receber R$ 18 milhões de comissão pelo contrato de fornecimento de material esportivo com a Under Armour.

O acordo com a Far East não foi concluído e o caso acabou sendo analisado e arquivado pela Comissão de Ética do clube, presidida pelo desembargador José Roberto Ópice Blum. Carlos Miguel Aidar, com o nome envolvido também em outras suspeitas de corrupção, renunciou ao cargo em outubro de 2015. O então presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu a presidência executiva.

São Paulo